2021, um novo tempo

A minha geração jamais conheceu um tempo tão desafiador e difícil como este vivenciado em 2020 com a pandemia da Covid-19. Aos que não se contaminaram pela indigência da ignorância ou pelo declínio civilizacional do negacionismo, recearam, ou pior, temeram.

Milhares de vidas foram ceifadas. Cenas marcantes descortinaram humanidades, como aquela do Papa Francisco, na praça de São Pedro, em prece na solidão pandêmica. Muitos choraram, muitos venceram, muitos mantiveram a serenidade e a esperança.

Neste cenário exaustivo de aprendizado e reflexão muitos recorreram à invenção dos povos antigos que nos ajuda na contemporaneidade, ou seja, aos inventores babilônicos que viveram entre 1950 A.C e 539 A.C, na Mesopotâmia, e foram os primeiros a marcar a passagem do tempo. Ao construir o relógio de sol dividiram o dia em 12 partes e depois em 24 – as horas – que usamos até hoje.

Ressalta-se, porém, que a percepção de tempo, antes da invenção humana, surge na sabedoria divina, onde no livro de Gêneses tem seu sentido “origem” e “criação”. Deus criou o tempo para nos ensinar o sentido de medida, proporção no ensejo refletido.

Neste contexto temporal surge o calendário, necessidade intrínseca de organizar o tempo, de registrar sua evolução, de demarcar ciclos. Não importa se é calendário solar, chinês, gregoriano, maia ou islâmico, todos eles cumprem o desígnio de demarcação do tempo e seus períodos.
Isso tudo nos traz a resiliência humana, umbilicalmente entrelaçada à esperança, à renovação e a um novo tempo.

Ao transplantarmos o ano de 2020 vem as boas novas de um novo ciclo, de um novo tempo de que podemos superar a atual crise pandêmica que enfrentamos e sofremos.

Alvissareiras notícias vindas da ciência trazem a esperança da vacina, da superação, e do encerramento desse período nefário que adoece, mata e enluta a humanidade.

Renasceremos e renovar-nos-emos em um novo ciclo, em um novo tempo em que novos sonhos serão sonhados, novos desafios serão edificados, novas reflexões terão que ser feitas.

Afinal, qual a grande lição deixada por este tempo apreensivo e doloroso?

Qual o aprendizado aprendido?

Qual humanidade renascerá pós crise pandêmica?

Certo, porém, é que não há mal que sempre dure, porquanto tempos difíceis são inerentes da História humana, como também a superação de tal tempo. Imprescindível é renovar a esperança e ter resiliência e fé, uma vez que a desnutrição da esperança é a própria sentença do fim.

Que venha 2021 com vacina, fé, esperança e um novo tempo.

Henrique Matthiesen
Formado em Direito.
Pós-Graduado em Sociologia.

Por Henrique Matthiesen - A minha geração jamais conheceu um tempo tão desafiador e difícil como este vivenciado em 2020 com a pandemia da Covid-19. Aos que não se contaminaram pela indigência da ignorância ou pelo declínio civilizacional do negacionismo, recearam, ou pior, temeram.

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