THOMAS DE TOLEDO: Criacionismo e evolução

Sobre o governo Bolsonaro promover o criacionismo, algumas palavras. Em primeiro lugar, evolução não é uma teoria, é um fato comprovado pela ciência.

Em segundo, a ideia bíblica de que a Terra tem 6 mil anos não tem fundamento histórico, biológico nem geológico.

Em terceiro, a historinha de que extraterrestres cruzaram com chimpanzés para formar a humanidade é tão esdrúxula que não merece ser levada a sério por total ausência de indícios.

Vamos aos fatos: a seriação de fósseis, a comparação de estruturas ósseas e o sequenciamento genético demonstraram que as espécies passam por mutações.

Há debates se a vida microbiana surgiu na Terra através da sopa primordial ou se veio por meteoros. Num processo chamado de explosão cambriana, formas primitivas se desenvolveram. A vida começou no mar, tornou-se anfíbia e logo os répteis dominaram a terra.

Foram centenas de milhões de anos em que dinossauros e piterossaros viveram num paleoambiente diferente do de hoje. Eles foram extintos por um asteróide cuja explosão equivaleu a milhares de bombas atômicas. Os sobreviventes evoluíram para as atuais aves. Mas o mundo que emergiu deu espaço aos mamíferos, dentre os quais se encontram os primatas.

Dentro do gênero homo, há centenas de milhares de anos desenvolveu-se a espécie dos homo sapiens, que tem um polegar opositor que permite a construção de ferramentas, uma língua que possibilita a articulação da fala e um córtex cerebral frontal que ajuda a processar informações complexas. A biologia comprovou que não existem raças: a humanidade é uma só.

Mas ela pode escolher viver na luz da busca da verdade a partir da observação da natureza ou ser enganada pelas próprias crenças que inventa. Seguir crenças prontas significa conter o potencial humano de ver a realidade cono ela é, sem filtros religiosos ou ideológicos.

A opção do governo atual é claramente pela alienação. Por isso, a defesa do pensamento científico se faz mais que urgente.

Por Thomas de Toledo

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