Iluminismo é racismo

A ideia de liberdade em sociedades africanas [tradicionais] está vinculada ao pertencimento a uma comunidade, em determinada posição que entrelaça obrigações e direitos correspondentes. É pertencer a uma cadeia de dependências.

O sujeito autônomo, desenraizado, sem vínculo algum, esse é a figura do escravo, um ‘outsider’ completo, ‘livre’ nesse sentido pra ser objetificado, vilipendiado e explorado sem maiores consequências, já que não possui ‘honra’, nenhuma posição ou voz figurada pelo ideário do parentesco.

Nessa perspectiva, tornar-se um indivíduo, seguindo o conceito ocidental de autonomia e autodeterminação pessoal, é a pior coisa que pode acontecer a alguém. É torná-lo apto a ser esmagado sem que se ouçam queixas legítimas.

Um Iluminista jamais poderia aceitar um conceito de homem, sociedade e liberdade distinto do seu, que chama de ”universal”, mas nada mais é do que a generalização por meio da violência, da conquista militar, chantagem econômica e invasão econômica dos parâmetros ocidentais firmados a partir do século XVIII.

Iluminismo é racismo.

Por: André Luiz Dos Reis.

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