JONES MANOEL: 30 anos de irracionalismo de esquerda

Mais de 30 anos reduzindo ciência, seja humanas ou da saúde/natureza, a mero discurso de poder ou técnica de disciplina. Mais de 30 anos com um discurso decolonial ou pós-colonial que associa sem mediações o colonialismo com o saber científico.

Mais de trinta anos destacando a sensitividade como ferramenta privilegiada ou única do conhecer e fazendo de “relato de vivência” formação política (lugar de fala, só fala de racismo quem é negro, branco não pode usar dreads, branco não pode ser do candomblé etc.).

Mais de 30 anos babando o protofascista irracionalista do Nietszche.

Sério mesmo que estamos surpresos com o irracionalismo atual e a cruzada anti-ciência?

Eu diria o seguinte: o irracionalismo saiu do seu lugar e forma progressista com aparência de subversão e crítica radical e assumiu uma face abertamente reacionária.

Esse é um ótimo momento para ler de novo o livro “As razões do iluminismo” de Sérgio Paulo Rouanet. Não que sua proposta de solução, com um neo-iluminismo de paladar habermasiano seja adequada, mas muitos anos atrás, ele já apontava como o irracionalismo de esquerda, “subversivo”, guardava muitos perigos…

JONES MANOEL 30 anos de irracionalismo de esquerda

1 Comentário

  • Muito boa linha de pensamento que pode, faço votos, levar a alguma transformação. A crítica ao irracionalismo de esquerda já vem sendo feita há bem mais de trinta anos. Alguns livros para se continuar esse caminho de crítica aos irracionalismos de esquerda: ARON, Raymond. O ópio dos intelectuais; CAMUS, Albert. O homem revoltado; MIDDELAAR, Luuk van. Politicídio, o assassinato da política na filosofia francesa.

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