JONES MANOEL: O aniversário de Josef Stálin

Hoje (18/12) é aniversário de Josef Stálin. E como de praxe, acho importante lembrar sua principal contribuição para o mundo: seu papel na vitória sobre o nazifascismo na Segunda Guerra Mundial.

O exército alemão é invencível? Não. Não é invencível […]. Agora a Alemanha prossegue a guerra em nome da escravização, da subjugação dos outros povos, em nome da hegemonia. Esta é uma grande desvantagem do exército alemão” – J. Stálin em 5 de maio de 1941.

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Fazer uma menção positiva a Stálin não significa concordar com tudo, não significa achar bons os Processos de Moscou, a perseguição a artistas, o encarceramento em massa, certa formalização do marxismo etc. etc. etc.

Também não é uma avaliação da questão do stalinismo.

É aniversário do cara que esteve a frente da derrota sobre o nazifascismo, a maior barbárie do século XX. Só isso.

Do mesmo jeito que homenagear Trótski não significa querer militarizar os sindicatos, matar anarquistas e acabar com milícias populares, ou homenagear Che Guevara não significa querer fuzilar agentes do governo e não fazer prisioneiros em determinadas situações.

É possível amadurecer. Sem frescura. Sem autofobia. Sem drama. Com amplitude e generosidade para todas as figuras centrais do marxismo no século XX, com seus erros e acertos.

E sim, eu disse TODAS!

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É papel dos comunistas brasileiros colocar o Brasil no centro do seu debate. 185 mil mortos em números oficiais, 2021 a se iniciar com 2 mil mortos por dia e uma carestia para se somar à praga. Fazer espantalho de um comunista morto é atestado de incapacidade diante da realidade brasileira. Nos elevamos ou perecemos.” – Euclides Vasconcelos

Desde Lênin, sabemos que os debates reais, sobre estratégia, tática, política de alianças, forma organizativa e afins, são feitos com forma escondida, atrás de temas bizantinos.

Não será nunca novidade na história o sujeito que realiza um péssimo trabalho na agitação e propaganda, deixando os aparelhos de hegemonia do partido semi-mortos, tapear a questão com algum debate abstrato. Ou o sujeito que acha que tá “perdendo maioria” e por causa disso, inventa um falso antagonismo com base numa questão sem substancialidade.

A parte boa de estudar história é que mesmo com pouco idade, dá para sentir o cheiro disso de longe.

E sim: espírito de seita NUNCA MAIS!

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