60 anos do assassinato de Lumumba, o libertador do Congo

Pelo Núcleo Anti-imperialista PDT – Em 17 de janeiro de 1961, Patrice Lumumba, um herói anticolonialista e pan-africanista do Congo, foi assassinado.

Foi o primeiro chefe de governo da República Democrática do Congo. Ele buscou a descolonização de seu país nas mãos da Bélgica e destruir totalmente o poder colonialista europeu presente na África, erradicar o ultraje e a pilhagem que o continente sofreu durante séculos.

Em 1958 orientou-se decididamente para a luta pela descolonização do Congo devido às limitadas possibilidades de ação social que as autoridades coloniais belgas lhe permitiam e, assim, fundou o Movimento Nacional Congolês, em prol da criação de um Estado independente e laico, cujas estruturas políticas unitárias ajudariam a superar as diferenças tribais criando um sentimento nacional.

Após a independência da Bélgica, em 1960, o Congo realizou eleições e Patricio Lumumba, líder da luta pela independência, subiu à presidência com um programa nacionalista e de esquerda.

Lumumba não conseguiu evitar que a retirada do exército belga desse lugar a um conflito político com pronunciamentos militares, ataques à população branca e rebeliões generalizadas.

A rebelião foi especialmente severa na região mineira de Katanga, que se declarou independente sob a liderança de Tschombé; Lumumba denunciou que a secessão foi promovida pelo governo belga em defesa dos interesses da mineradora que explorava as jazidas da região.

Lumumba pediu ajuda à ONU, que enviou um pequeno contingente de “capacetes azuis” incapazes de restaurar a ordem e, portanto, pediu o apoio da União Soviética, ameaçando diretamente os interesses ocidentais.

O presidente dos Estados Unidos, Eisenhower, deu então a ordem de eliminá-lo. E ele enviou o agente da CIA Frank Carlucci, que mais tarde se tornaria o secretário de Defesa de Ronald Reagan.

Um golpe de estado derrubou Lumumba em setembro de 1960. Ele foi brutalmente torturado e baleado por mercenários belgas, que dissolveram seu corpo em ácido e espalharam seus restos mortais para que não fosse reconhecido.

Muito recentemente, em novembro de 2001, o Parlamento belga reconheceu a responsabilidade do seu Estado pela morte de Patricio Lumumba.

Foi assim assassinado pela grande luta política e ideológica que realizou para divulgar a unidade como instrumento e forma de libertação dos povos africanos, dos jugos coloniais que se mantinham na altura em que libertou. suas lutas e que ainda continuam, incluindo entre eles o nascente neocolonialismo e o imperialismo norte-americano que já começava a entrar nos países africanos para se juntar aos saqueadores das riquezas daquele continente.

A ideia de Patrice Lumumba constituía um perigo para as potências ocidentais que exploravam os povos africanos. Meio século depois, as autoridades dos Estados Unidos reconheceram seu envolvimento na derrubada e assassinato do líder congolês.

Pelo: Núcleo Anti-imperialista PDT.

Pelo Núcleo Anti-imperialista PDT - Em 17 de janeiro de 1961, Patrice Lumumba, um herói anticolonialista e pan-africanista do Congo, foi assassinado.

1 Comentário

  • Muito elucidativo – agradeço. pois desconhecia os fatos narrados no texto. Reverências à memória de Lumumba!

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