Maria Esther Bueno: um legado para o Brasil

Maria Esther Bueno começou a carreira de tenista aos 12 anos, em 1951. Colecionou ao longo da vida 589 títulos e 19 Grand Slam. Venceu tudo e todos. Na última sexta-feira (8), aos 78, nos deixou e – depois de tantas vitórias – perde o Brasil.

Em 1959, no auge do governo JK, ganhou o mundo: foi campeã em Wimbledon aos 19 anos. Ninguém acreditava na jovem tenista brasileira que havia se inscrito para disputar o mais disputado campeonato de tênis do mundo em Londres. Desafiando a lógica, a história e a intoxicação ideológica que sempre subjugou os países periféricos, Maria Esther Bueno venceu a norte-americana Darlene Hard por 6-4 e 6-3. Era a primeira vez que uma sul-americana ousava cometer tamanha heresia.

Ao retornar da Inglaterra com o mundo em suas mãos, foi calorosamente recebida pelo Presidente Juscelino Kubitschek no Palácio das Laranjeiras. Na ocasião, recebeu a Medalha do Mérito Esportivo.

Maria Esther Bueno começou a carreira de tenista aos 12 anos, em 1951. Colecionou ao longo da vida 589 títulos e 19 Grand Slam. Venceu tudo e todos. Na última sexta-feira (8), aos 78, nos deixou e – depois de tantas vitórias – perde o Brasil.
O Presidente JK recebe Maria Esther Bueno e a condecora com a Medalha do Mérito Esportivo.

Em uma época em que quase ninguém falava sobre tênis, Maria Esther Bueno elevou o Brasil ao posto de primeiro do mundo. Em 1959, quando venceu Wimbledon e o US Open, foi eleita Atleta do Ano pela Associated Press, a única sul-americana em um ranking repleto de norte-americanos. Entrou para o Hall da Fama do tênis em 1978. Seu pai queria que ela estudasse ballet; Maria Esther nos surpreendeu se tornando “a bailarina nas quadras”.

Wimbledon prestou sua homenagem: “Sua humildade, graça e jogo criativo conquistaram corações ao redor do mundo, em nenhum lugar mais que seu país natal, o Brasil, onde ela está e para sempre manterá o orgulho de uma nação”. Guga, nosso tenista mais conhecido, também agradeceu por tudo que Maria Esther fez pelo esporte no Brasil: “Continuará sempre nos iluminando com suas conquistas inesquecíveis e seu espírito corajoso e inspirador”.

Maria Esther Bueno começou a carreira de tenista aos 12 anos, em 1951. Colecionou ao longo da vida 589 títulos e 19 Grand Slam. Venceu tudo e todos. Na última sexta-feira (8), aos 78, nos deixou e – depois de tantas vitórias – perde o Brasil.
Maria Esther Bueno ergue a taça do Torneio de Wimbledon em 1959.

Recordar a história de nossa maior tenista é algo a mais do que apenas recontar uma história. Recordar (“recor” do latim = re– “de novo” + cor “coração”) significa recolocar uma memória no coração. É viver de novo uma experiência com a mesma força da primeira vez. É, portanto, projetar o passado no futuro a partir dos ensinamentos e circunstâncias duras vividas no presente. Nessa data, mais do que apenas contar a história de uma heroína do passado, estamos em verdade construindo o futuro que todos os brasileiros podem alcançar.

Na Abertura das Olimpíadas do Rio, Maria Esther Bueno carregou a bandeira do Brasil ao som batucado do Hino Nacional cantado por crianças. Neste sábado, o Brasil carrega Maria Esther rumo à eternidade.

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