Morre Maradona

Morreu hoje (25), nesta triste quarta-feira, uma das maiores figuras da história do povo latino americano.

Diego Armando Maradona, aos 60 anos, deixa 45 milhões de órfãos ao sul do hemisfério.

Maradona trouxe ao mundo a alegria das favelas de Buenos Aires. O garoto rechonchudo e temperamental que ganhou o mundo era acima de tudo um cidadão de seu tempo. Ousado, criativo, moderno sempre jovial. Diego Armando é a expressão mais completa do realismo fantástico que envolve o nosso continente.

Há figuras que moldam nações. Homens e mulheres que com a força de sua persona são capazes de engrandecer o povo que lhes concebeu. Maradona não é só argentino. Maradona É a Argentina, em suas contradições, talentos e dificuldades.

O controverso homem latino que driblava o império era o mesmo que sucumbia à retranca de sua própria personalidade. E, para a tristeza de seus detratores, suas contradições só o engrandeceram no imaginário popular, o verdadeiro tribunal da humanidade.

O mundo deve ter a dimensão de que perdera hoje um Michelangelo, um Da Vinci, um Picasso. Perdeu um artista em sua mais completa definição de arte: abstrato, real e fantástico. O homem e a lenda do próprio. Criador e criatura de si mesmo.

Deixa o mundo no mesmo dia de seu amigo Fidel Castro, outro libertador d’América, este continente tão sofrido e capaz. Hoje, um pouco menos com sua partida. Hoje, um pouco mais triste. Hoje, um pouco menos Diego.

Por: Renato Zaccaro.

Morreu hoje (25), nesta triste quarta-feira, uma das maiores figuras da história do povo latino americano.

 

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