Reflexão Nacional: 50 anos do Tri da Seleção Brasileira

Pela maioria dos críticos, essa Seleção Brasileira é considerada a maior que já existiu. A cultura de camisa verde e amarela transcende as quatro linhas e é reconhecida no mundo inteiro.

É óbvio que não devemos pensar o Brasil apenas como “a Pátria de chuteiras”, como dizia Nelson Rodrigues. Mas é preciso analisar como os golpistas, os falsos patriotas se apropriam dos valores nacionais para propagar uma ordem subserviente e corrupta. E não devemos demonizar a gloriosa camisa verde e amarela, pois ela não comemorou apenas com os militares, mas também com democratas como JK e trabalhistas, como o Jango.

Neste domingo, completa-se 50 de que a Seleção Brasileira, aos olhos do mundo inteiro, pela TV, goleava a Itália na final e se tornava a primeira seleção Tri-Campeã Mundial de Futebol, ficando em definitivo com a Taça Jules Rimet. Um ano de início de ciclos e fim de ciclos. A base dessa gloriosa seleção, foi formada pelo grande patriota e comunista convicto, João Saldanha. E que por suas convicções profissionais fortes, foi sacado para Zagallo assumir. O velho Lobo, também tem seus méritos, mas precisamos ser justos com todos que fizeram parte dessa conquista. E assim, como fatores políticos podem atrapalhar, também podem favorecer. Olhar para trás, e ver que quando Getúlio Vargas profissionalizou o futebol, tirando das mãos atrasadas da elite em ser exclusiva nesse esporte, deu ao negro sua oportunidade para brilhar nas quatro linhas e vencer na vida. E o destino nos deu Pelé.

O Brasil não pode demonizar os símbolos de sua nacionalidade, mas sim lutar por eles, para que as mãos suas dos canalhas golpistas tirem as mãos desse símbolo popular.

Queremos um Brasil como uma seleção política decente, nacionalista e progressista. Com uma defesa sólida e firme de sua soberania nacional e um ataque fulminante mortal contra ao rentismo e os traidores do povo. Treinados por um verdadeiro líder que enxergue nosso verdadeiro adversário nessa competição difícil em busca do desenvolvimento.

E o esquema tático? O trabalhismo brasileiro, como nosso estilo próprio de agir e jogar bonito.

PRA FRENTE, BRASIL! 70 É ETERNO!

Por Bruno Lima, coordenador do Nucleo Josué de Castro e militante do PDT Recife

Reflexão Nacional 50 anos do Tri da Seleção Brasileira

 

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