O PDT é um instrumento de transformação, é uma fonte de energia e de história acumulados pelo povo brasileiro!

Nascido com a Revolução de 30, mas que remonta aos tempos de José Bonifácio de Andrada e Silva (pugnando pela reforma agrária sem indenização aos latifundiários), e a experiência do PRR de Júlio de Castilhos no Rio Grande do Sul, mentor de Getúlio Vargas, o Trabalhismo Nacionalista é uma doutrina que valoriza o trabalho junto com a Soberania Nacional. O seu maior expoente na cultura política brasileira é Leonel Brizola, ao lado de Getúlio Vargas, João Goulart e Darcy Ribeiro, sem deixar de incluir a vários companheiros e companheiras mais.

O trabalhismo nacionalista é uma doutrina, cuja diretriz essencial se faz pela história. A história do homem é a história do seu trabalho. De aí seu próprio nome, Trabalhismo.

História da energia de mãos dadas com o Trabalhismo Nacionalista

A energia é capacidade de produzir trabalho, portanto a política do trabalho é a política da energia. Se a política é o poder, então energia significa poder. Daí decorre este axioma: um partido político do trabalho sem uma concepção energética é um contra-senso, um absurdo. Ora, no Brasil o partido político que esteve mais preocupado com a questão energética foi o PTB, o Partido Trabalhista Brasileiro de Getúlio Vargas, seguido em 1979 da fundação do PDT, sob a liderança de Leonel Brizola.

A primeira energia de que se utilizou o homem foi a lenha, a madeira, e aqui convém lembrar da metáfora de Leonel Brizola quando comparava o Trabalhismo com uma espécie de “guarda fogo” do povo brasileiro. “Guarda fogo” é uma expressão gaúcha que lembra aqueles invernos crus, da campanha. O gaúcho tem sempre lá no seu fogão criollo, no galpão, uma madeira grossa mantendo o fogo. Quando ele levanta ainda de madrugada, basta assoprar um pouco o tição grosso e pronto: recomeça o fogo. Porque aquela madeira dura, geralmente de lei, está lá para conservá-lo. O PDT é o “guarda fogo” do povo brasileiro.

Mas a utilização da madeira, do carvão mineral, foi gradualmente sendo trocada ao surgir a invenção tecnológica da máquina a vapor. A simbiose da energia fóssil com a tecnologia da máquina gerou a revolução industrial dominando o mundo com siderurgia, ferro, navio, ferrovia, poderio militar. A cidade industrial é fruto da mina de carvão mineral revolucionada pela máquina a vapor. E aqui convém lembrar de Getúlio Vargas que transformou o país dando aço e petróleo a um país que era apenas café e cana de açúcar. Levantando as chaminés da industrialização brasileira, com a criação da Petrobrás, da Eletrobrás, da CSN.

Em qualquer lance político de relevância defrontamo-nos com a questão energética, velada ou às escâncaras. Desde a metade da década de 50 a Petrobras está no cerne da história do Brasil. Não é por acaso que aparece citada com destaque na Carta Testamento de Getúlio Vargas, o mais comovente documento antiimperialista da nossa história. Vale lembrar que a Standard Oil financiou campanhas inventando que não havia petróleo no Brasil, depois foi contra o monopólio estatal do petróleo, mas o Trabalhismo Nacionalista defendeu que o petróleo é nosso, e ainda hoje continua sendo a batalha do nacionalismo brasileiro.

Cabe lembrar a outro entusiasta do conhecimento, da educação do povo Brasileiro, Darcy Ribeiro com a criação dos CIEPs, um motor rotundo de energia criativa a disposição do povo brasileiro a partir da educação.

Poderíamos lembrar também do programa Proálcool e a perspectiva da soberania nacional com a biomassa, proposta inovadora e moderna de Bautista Vidal que poderia facilmente ser transformada em Biomassabrás, a qual poderia realizar a reforma agrária com combustível barato e abundante ajudando a ocupação do nosso território com trabalhador brasileiro para não mais existir sem-terra.

Nossa memória, nossa história, é Trabalhista

O fio da história, como dizia Leonel Brizola, mostra que Getúlio Vargas continuou o ensaio de libertação nacional iniciado em Guararapes. A “efetiva liberdade reside na posse das fontes de energia”, nos lembra Gondin da Fonseca. Em 1938, durante o Estado Novo, que aliás preservou as riquezas minerais do país, é fundado o Conselho Nacional do Petróleo e entregue a um militar patriota: Júlio Caetano Horta Barbosa. A Petrobras é sinônimo de Brasil. Quem domina a energia de um país domina o país. Em 1959 no Rio Grande do Sul, o governador Leonel Brizola iria encampar a multinacional da energia Bond and Share que obstaculizava o desenvolvimento da região gaúcha. O que sobressai no ideário trabalhista de Vargas a Brizola é o repúdio ao capital estrangeiro aplicado às fontes de energia, como entrave ao nosso desenvolvimento. Seja petróleo, eletricidade, ou a riqueza produzida pelo trabalho brasileiro. Essa é a nossa memória, e é Trabalhista.

Hoje, estamos vivendo um período de grande impostura internacional e nacional; mas nós somos aquele tronco de madeira dura que mantém o fogo da nacionalidade, a energia, os valores do nosso país e do nosso povo. E o PDT é nosso instrumento de transformação, é uma fonte de energia e de história acumulados pelo povo brasileiro!

Parabéns PDT por seus 40 anos!

O PDT é um instrumento de transformação, é uma fonte de energia e de história acumulados pelo povo brasileiro!

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