Uma mente brasileira por trás do melhor Hulk já feito

Por Antônio Cazarine – O Golias esmeralda, apesar das impressões daqueles que só conhecem o universo dos heróis pelo cinema, nunca teve uma grande saga, algo de destaque nos quadrinhos, até agora. Chegou recentemente às bancas brasileiras o Imortal Hulk, desenhado pelo brasileiro Joe Bennett com roteiros do Al Ewing, e os dois fizeram uma série aclamada como a melhor da história do herói.

Trazendo Bruce Banner de volta de uma espécie de “suicídio assistido” de forma discreta, perambulando pelo interior dos Estados Unidos tendo por companheiro a fera Hulk, se tornando um mito urbano e lidando com os espasmos heroicos um tanto quanto monstruosos da fera, remetendo, para isso, ao conceito de terror-mistério do Hulk Cinza de Stan Lee e Jack Kirby, feito na esteira da Marvel ATLAS. Isso fica evidente inclusive no nome do primeiro arco: “Homem, Monstro ou Ambos”, frase que aparece justamente na primeira edição do Hulk, que desde a criação destoava dos outros heróis da própria Marvel, como o Quarteto Fantástico e os Vingadores. Durante anos o Hulk foi trabalhado ajudando a resolver sagas cósmicas gigantescas e aqui ele volta à normalidade querendo fazer justiça de uma forma corriqueira, nessas resoluções é trabalhado o conceito da criatura Hulk, como um Mr. Hyde do Dr. Jekyll de Bruce Banner, a luta para manter a reminiscência de ética e o passado psicológico de Banner. Com a resolução desses casos ele vai atrás do passado do Projeto Gama, atiçando uma repórter investigava que vai ao seu encalço, clara homenagem à série de TV de Lou Ferrigno. Com o passar dos arcos são trazidos outros elementos da Marvel como o Sasquatch e a Tropa Alfa.

Hulk

Nada prende um leitor mais do que um suspense bem escrito, e nisso Elwing é mestre, amarrando a trama de uma forma muito interessante com a arte excelente de Bennet, que voa nos desenhos. Expectativa alta que se cumpriu e vai crescer cada vez mais. Obrigatório acompanhar.

Por: Antônio Cazarine.

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