Defesa pede ao STF anulação dos processos da Lava Jato contra Lula no Paraná

A defesa de Lula impetrou na última terça (13) um pedido de habeas corpus no STF em favor do ex-presidente.

Os advogados argumentam que a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, chefiada por Deltan Dallagnol, não foi isenta na condução das investigações. Lula está preso desde abril de 2018. Ainda não há previsão sobre quando será julgado este pedido.

Além de requererem sua imediata soltura, também pediram que seja declarada suspeição dos procuradores da Operação Lava Jato e a suspensão do processo do sítio de Atibaia, bem como a nulidade das ações movidas contra o ex-presidente no Paraná, o que inclui o processo do tríplex do Guarujá, do qual resultou sua prisão.

No pedido, ao longo de 102 páginas, a defesa explica que “os fatos que motivaram a arguição da suspeição dos procuradores da República da Força Tarefa ‘Lava Jato’ foram devidamente expostos e comprovados na primeira manifestação apresentada pela Defesa em favor do Paciente em 10.10.2016 […] Fatos supervenientes aqui descritos reforçaram essa suspeição e, consequentemente, a nulidade de todo o processo, tais como as mensagens divulgadas pelo portal The Intercept em parceria com a Folha de S. Paulo, Veja, o jornalista Reinaldo Azevedo, El País e o portal UOL. Essa troca de mensagens foi realizada em aparelhos funcionais e dizem respeito também aos processos em referência”.

Para o citado jornalista Reinaldo Azevedo, “a nulidade dos processos que dizem respeito a Lula não são questão de opinião. Mas de fato”.

Ainda, a defesa de Lula requereu ao STF o compartilhamento dos dados das conversas da força-tarefa da Lava Jato que foram vazadas e estão sendo reproduzidas pelo site The Intercept e demais veículos parceiros. Nelas, o ex-juiz Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e outros procuradores trocam instruções, impressões e suspeitas sobre os processos que resultaram na prisão do ex-presidente e de outros acusados.

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