GILBERTO MARINGONI: Vacina para nós – A escumalha que procure brioches

Por Gilberto Maringoni – A carta dos promotores de Justiça de São Paulo solicitando furar a fila da vacinação contra Covid-19 vale uma tese de doutorado sobre a ridicularia da classe dominante brasileira. Trata-se daquela turma que defende auxílio-moradia para ir a Miami comprar terno e para não sofrer de depressão, como os comuns mortais.

Com a justificativa de terem “contato social extremamente grande”, os duques e barões de nossa opaca burocracia judicial estão dizendo alto e bom som: “somos superiores à gentalha e o Estado deve estar a nosso serviço, antes de tudo”. Como se a maioria da população, em seus afazeres diários, não tivesse “contato social extremamente grande”.

Curioso é que estamos falando de algo impropriamente chamado “justiça”, que deveria se pautar pela igualdade de todos/as perante a lei e pela impessoalidade e transparência de seus atos.

Exigem privilégios inaceitáveis em uma República. A corte de Luís XVI pelo menos se vestia com mais apuro.

(Na imagem, promotores de Justiça de São Paulo dão retoques finais à carta demandando vacina em seringas de ouro com diamantes incrustrados)

Por: Gilberto Maringoni.

A carta dos promotores de Justiça de São Paulo solicitando furar a fila da vacinação contra Covid-19 vale uma tese de doutorado sobre a ridicularia da classe dominante brasileira. Trata-se daquela turma que defende auxílio-moradia para ir a Miami comprar terno e para não sofrer de depressão, como os comuns mortais.

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