JONES MANOEL: Porque Bolívia e Venezuela não tem indústria?

Fiz uma experiência no Twitter. Questionei as pessoas que criticam a Venezuela e Bolívia por terem mantido a base primário-exportadora da economia, como se fosse uma simples opção, o que elas fariam para transformar essa estrutura produtiva.

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As respostas, grosso modo, são:

– Investimento em ciência e tecnologia, educação, universidades e centros de pesquisa. Coisa que foi feita em ambos os países. Aliado a isso, esses fatores não garantem adensamento da complexidade produtiva de uma economia – Cuba tá aí para provar.

– Política de substituição de importações e cópia nacional. Coisa que também aconteceu. Principalmente na indústria leve, ainda que de forma limitada.

– Política cambial desvalorizada para deixar as exportações competitivas. E quem disse que na Venezuela e Bolívia existia algum nível de indústria com capacidade de disputa no mercado mundial para potencializar a partir da política cambial?

– Palavras gerais sobre planejamento, metas, diretrizes de política industrial etc. Coisa que, grosso modo, foi aplicada (podemos debater a qualidade da aplicação, mas isso não é novidade).

Mudar a base primário exportadora de países pequenos, com mercado interno diminuto, população igualmente pequena e com base industrial e científico-técnica quase zero não é um ato de vontade política que se faz do dia para noite…

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