Carências, capacidades e dependência: o Brasil na indústria farmacêutica

Quando mais precisamos de estruturas materiais bem organizadas que nos garantam o pleno atendimento das necessidades de saúde do povo brasileiro, as nossas profundas carências nos são atiradas na cara. Tal como na área de equipamentos médico-hospitalares, em que estamos em grande medida dependentes de negociações desfavoráveis com os poderes econômicos centrais, ocorre o mesmo na área farmacêutica.

O engenheiro químico Pedro Palmeira concedeu uma entrevista de fundamental importância ao canal Revolução Industrial Brasileira, sobre exatamente este tema.

Suas credenciais para falar do assunto: foi um dos coordenadores do PROFARMA, programa do BNDES que ao longo de pouco mais de dez anos iniciou a estruturação de um complexo industrial farmacêutico no Brasil.

Carências, capacidades e dependência o Brasil na indústria farmacêutica

Quem olha os números frios da dependência brasileira em farmacêuticos interpreta o óbvio: estamos ainda extremamente distantes de uma relativa independência no que tange a medicamentos. O déficit comercial brasileiro em fármacos foi de US$ 6,9 bilhões em 2019. O país importa 90% dos ingredientes e insumos para produzir medicamentos. E o PROFARMA, que poderia continuar a mudar essa situação, foi extinto em 2017 no governo Michel Temer.

Ocorre que há muitos detalhes a conhecer neste panorama complexo. O setor farmacêutico é dotado de grandes especificidades, e é por isso que na pesquisa que estamos realizando sobre o complexo industrial da saúde, a Revolução Industrial Brasileira traz esta consistente entrevista acerca das realidades envolvidas na produção nacional e mundial de medicamentos. O engenheiro químico Pedro Palmeira é, certamente, uma voz a se ouvir.

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