O caso GameStop e as ilusões dos impotentes

Vez ou outra os próprios tubarões do sistema financeiro criam uma fake news tipo GameStop para gerar a ilusão de que qualquer um pode desafiá-los e ganhar dinheiro com jogatina financeira. Eles fazem isso para incentivar os pobres e remediados a entrarem nesse cassino e entregarem de bandeja a eles seus suados pés de meia, aumentando ainda mais a concentração de renda e de poder.

Não tem jeito. Bolsas de valores são castelos de cartas marcadas, onde quem marca as cartas são sempre meia dúzia de agiotas cujo real patrimônio não está flutuando nas bolsas mas entesourado em forma de ouro e diamantes (tirados muitas vezes ilegalmente de países como Brasil) em cofres blindados até contra guerras nucleares, além de terras em países tropicais e subtropicais.

A única solução para o povão, seja pobre ou remediado, é o Estado social: pleno emprego, direitos trabalhistas e previdenciários, serviços públicos universais. Qualquer coisa fora disso é a escravidão, a servidão.

Os “jovens traders que desafiam Wall Street”, se não tiverem um Estado à la Getúlio, à la Perón, à la Roosevelt, à la Olof Palme para protegê-los, estarão em breve na fila do sopão de alguma ong dirigida pela esposa de um desses tubarões que eles acham estar desafiando mas na verdade só estão enriquecendo.

O caso GameStop e as ilusões dos impotentes

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