As causas da atual inflação no Brasil: COPOM, NÃO SUBA OS JUROS!

O aumento do IPCA e de alguns outros indicadores como IGMP, se deve a três grandes fatores: forte desvalorização cambial (que estimula muito a exportação de insumos básicos), aumento da demanda estrangeira (principalmente Asiática, vide a retomada em V do crescimento da China, por commodities) e aumento do consumo de alimentos no mercado interno (estimulado pelo pagamento do auxílio emergencial) o que somado a uma falta de política de controle de estoques e atuação do governo para garantir reservas ao consumo das famílias, seja por decreto ou por alíquotas incidindo sob as exportações de setores que dão origem ao pico inflacionário momentâneo, gerou uma escalada vertiginosa no preço dos alimentos em nosso país.

Tendo em vista esse cenário, não se pode admitir as ilações e manipulações de discursos dos economistas liberais, que estão forçando a barra para que o Copom, em sua próxima reunião, eleve a taxa básica de juros, como se a inflação atual estivesse relacionada ao crescimento dos gastos do governo e ao maior déficit público já registrado na história do Brasil.

Ora! Vamos refletir um pouco. Os preços dos manufaturados e dos serviços permanecem em estabilidade ou estão em alguns segmentos até mesmo queda!

Não há hoje uma combinação de pleno emprego com juros baixo (o que poderia originar uma pressão inflacionária).

Na verdade é o extremo oposto. Os dados socioeconômicos do Brasil atestam: 15 milhões de desempregados e mais de 30 milhões recebendo auxílio emergencial e colocando uma cesta básica por mês em suas casas.

Por essa interpretação, é claro que a inflação de alimentos não se combate com alta dos juros! Isso já está mais do que comprovado. Pela alta dos juros encarecer a dívida pública e tentar atrair capitais para apreciação do câmbio, a essa altura do campeonato é uma burrice. Estamos vendo na prática que a mera junção entre desvalorização cambial e juros reais negativos, já estão dando gás para algumas empresas nacionais e estimulando os investimentos da mesma em território nacional.

Essa movimentação para valorização do câmbio é perigosa.

Até pode ser necessário, para conter um pico inflacionário sazonal, uma redução do valor do dólar em relação ao real, mas não podemos deixar que a taxa de câmbio caia para menos de R$5,00.

A combinação de juros baixo e desvalorização cambial, como já disse, mesmo em um cenário de extrema crise e incertezas, já está provocando guinadas para retomada da produção industrial no Brasil, como foi o caso da empresa Mondial que recentemente comprou a Sony(MA).

Por isso pedimos razoabilidade e discernimento ao Copom. Não aumentem a SELIC. Não deixem o câmbio abaixar mais do que o patamar atual! Taxa de juros baixa, diminui o custo do déficit público e da política fiscal! Desvalorização cambial ajuda na competitividade das empresas nacionais!

Há outras alternativas, também como já expus, que podem conter o preço dos alimentos. No longo prazo, se esses indicadores macroeconômicos se mantiverem estáveis e previsíveis e, uma sólida política industrial for criada, teremos um resultado muito importante no ganho real do PIB per capta, a sofisticação do nosso polo produtivo bem como geração de empregos com melhor remuneração e de maior complexidade.

Sofrimento pequeno para um salto social e econômico, GIGANTE!

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