A Coreia do Sul e o X da questão do desenvolvimento

A discussão sobre desenvolvimento econômico de países de industrialização tardia encontra no Brasil uma polarização (que novidade!) conceitual. Enquanto desenvolvimentistas de diferentes matizes apontam a necessidade de planejamento público e privado no longo prazo, coordenação entre agentes econômicos em cadeias produtivas complexas e políticas industriais sob a coordenação do Estado, liberais argumentam pela não intervenção estatal sobre os mercados, na esperança de que melhorias na educação e correção no agir das instituições seja suficiente para gerar o crescimento de longo prazo.

E a Coreia do Sul com isso? A Coreia do Sul teve um acelerado e bem sucedido processo de desenvolvimento a partir da década de 1960. Contrariou todo o receituário que lhe recomendava apegar-se às suas vantagens comparativas e rejeitar a industrialização. E o resultado foi o sucesso econômico de longo prazo. Porém, no Brasil esta interpretação da história recente coreana é torcida por liberais interessados em provar seus argumentos.

A Coreia do Sul e o X da questão do desenvolvimento general park hee
General Park Chung-hee, presidente da Coreia do Sul de 1963 a 1979.

Dado que os problemas estruturais das economias periféricas, e as possibilidades de convergir o Brasil ao nível de renda de países desenvolvidos, são o tema central do projeto Revolução Industrial Brasileira, convidei um especialista em Coreia do Sul para uma entrevista.

Uallace Moreira é professor da Universidade Federal da Bahia, doutor em Economia com tese sobre o desenvolvimento coreano, e já esteve na Coreia por quatro vezes. Em breve, voltará ao país para estudar ainda mais sua trajetória num pós-doutorado. Talvez seja, no Brasil, a pessoa que mais entende de Coreia do Sul.

Daí que a entrevista abaixo seja definidora do que se deve compreender como trajetória do desenvolvimento na Coreia moderna. Convido todos a aprender com Uallace Moreira.

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