Guedinha e sua trupe: o neoliberalismo de rapina

O Guedinha parece estar triste. Mas são lágrimas de crocodilo. Num desses eventos para banqueiro ver – dessa vez promovido pela CGU, pasmem – ele disse estar “bastante frustrado de estarmos aqui há dois anos e não termos conseguido vender nenhuma estatal. É bastante frustrante”.

A frustração dele parece ecoar de sua própria equipe. Salim Mattar, ex-secretário de desestatização e o dono da empresa de aluguel de veículos que vive de isenção fiscal, saiu porque sua única função no governo foi ganhar salário durante 20 e tantos meses. Mas a lista da debandada é extensa:

  • O “ex-petista” Joaquim Levy (ministro da Dilma Rousseff – esse exemplo de progressismo) foi demitido do BNDES ainda em 2019.
  • Marcos Cintra, com aval do Posto Ipiranga, começou a falar em volta da CPMF (o “imposto de merda“) e foi demitido da Secretaria da Receita Federal.
  • Mansueto Almeida cansou do Tesouro e foi ganhar dinheiro como sócio do BTG.
  • Rubem Novaes queria privatizar o Banco do Brasil, não conseguiu e pediu pra sair.
  • Caio Megale deixou a Fazenda de lado, e se mandou pra XP.
  • Paulo Uebel ficou triste por não conseguir avançar nos direitos adquiridos dos servidores públicos com a “reforma” administrativa e abandonou o barco.

Os “técnicos” da “equipe econômica” tem horror à política, e preferiram receber suas cotas do butim do outro lado. Mas Guedes é perseverante. Ele quer submeter o centrão para entregar o que for possível, num misto de neoliberalismo e rapinagem. Os alvos já foram marcados: privatizar a Eletrobras, os Correios, o Porto de Santos e a PPSA até o final do governo.

Se depender de sua eficiência, estaremos resguardados. Vocês querem uma estatal?

Guedinha. Os “técnicos” da “equipe econômica” tem horror à política, e preferiram receber suas cotas do butim do outro lado. Guedes é mais esperto do que isso. Ele quer submeter o centrão para entregar o que for possível, num misto de neoliberalismo e rapinagem. Os alvos já foram marcados: privatizar a Eletrobras, os Correios, o Porto de Santos e a PPSA até o final do governo.

 

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