GUSTAVO CASTAÑON: Não esqueçam esses números, vocês vão precisar!

O PIB real (a preços constantes, de 2010) estava em 4,26 trilhões de reais em 2014, quando Dilma cedeu à banca e aplicou o primeiro dos três choques neoliberais dos últimos cinco anos.

Em 2015, essas medidas somadas à devastação industrial causada pela Lava-Jato, fizeram o PIB cair 3,55%.

Em 2016 redobraram a dose com Temer. O PIB caiu mais 3,3%.

Em 2017, “o ano da retomada”, o PIB só subiu 1,06%.

Em 2018, “por causa da incerteza eleitoral”, o PIB só subiu 1,12%.

Em 2019, Bolsonaro aplica o terceiro choque neoliberal. A economia que estava em ritmo de crescimento projetado de 2%, desacelera para 0,8%.

O PIB real, entre 2014 e 2018, saiu de 4,26 trilhões para 4,06 trilhões de reais. A previsão esse ano é que vá a 4,09 trilhões. Para voltarmos ao nível de produção de 2014, teríamos que crescer cerca de 4,2%.

Se crescermos 2% nos próximos dois anos, teremos passado, portanto, SETE ANOS DE CRESCIMENTO ZERO por causa do neoliberalismo.

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E eles dirão que a culpa foi da “nova matriz econômica” da Dilma, uma bobagem que o máximo que fez foi deixar um déficit em conta corrente de 14 bi em 2014. Levi no primeiro ano já levou o déficit a 111 bilhões pagando os juros reais mais altos do mundo.

E não se esqueçam de um detalhe: A população cresce 0,8% a cada ano.

Em 2021, se a melhor das projeções deles der certo, o PIB será o mesmo de 2014 e o brasileiro médio estará 5,7% mais pobre.

E eles dirão que o liberalismo salvou o país.

Acostume-se a chamar isso de progresso.

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