País rico versus país pobre

Quando um país decide direcionar sua cadeia produtiva, seu tecido industrial voltado para a produção de bens de capital, bens de alto valor agregado, como, por exemplo, chip de computador, smartphones, carro, turbina de avião, máquinas pesadas entre outros, é aí que “tá o pulo do gato”. Isso porque é justamente nesses setores que estão os melhores empregos, exigem qualificação de mão de obra, é onde pagam os melhores salários e, portanto, onde também existe menos desigualdade social. Ou seja, esses empregos estão concentrados no países ricos, como o Japão, Alemanha, Dinamarca, Coréia do Sul entre outros.

Porém, quando um país faz o contrário disso, ou seja, quando ele direciona sua cadeia de produção, seu tecido industrial pela via agrícola, e aí também é que tá ” o pulo do gato” ou seja, plantar banana, milho, soja, extrair minério de ferro entre outras commodities, isso significa que este país está fadado ao fracasso e condenado à pobreza e consequentemente com forte desigualdade social. Isso porque estes setores têm os piores empregos e pagam os piores salários, com baixíssima qualificação da mão de obra. Podemos pegar o caso do Brasil, da Argentina e países africanos como exemplo disso, que são muito pobres industrialmente, que estão atrasados na corrida da tão sonhada sofisticação tecnológica, da riqueza, da prosperidade e consequentemente com forte desigualdade social.

Tudo isto dito, é imperativo que, para uma nação ser rica e próspera, é preciso ter uma indústria forte, pujante, com conteúdo tecnológico, produzir bens de alto valor agregado, gerar os melhores empregos e pagar os melhores salários. O povo tem que refletir e debater a importância da indústria, no seu café da manhã, no almoço e no jantar. Vamos furar a bolha do senso comum e da mídia tradicional brasileira que faz questão de “abafar o caso”.

Por: Fernando Santos.

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