Propostas Econômicas contra a Coronacrise

Enquanto na imensa maioria dos países os governos determinam políticas de socorro econômico aos trabalhadores, aos despossuídos e aos empregadores da economia real, o Brasil ainda se bate com a questão. A equipe econômica menos pragmática e mais ideologizada que este país já viu gerencia a crise da pandemia de forma limitada e envergonhada.

Em franca hesitação, o governo federal demora em salvaguardar empregos, salários, direitos trabalhistas, empresas pequenas e médias. Ao contrário, foi ágil em produzir soluções de liquidez para os grandes agentes financeiros.

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Nada surpreendente a ação errática de Paulo Guedes e companhia na resposta à grande crise sanitária e econômica que já se abate sobre o país. Chegamos a assistir, com estupefato, o próprio ministro cogitar aprofundar sua agenda de reformas contracionistas. Depois, humilhado pela realidade e por uma hoste opiniões qualificadas em contrário, mudou de posição.

Porém, a mudança é lenta e tímida. Os ideólogos que ocupam o ministério da área de Economia do país simplesmente parecem não saber como aplicar políticas não contracionistas, mesmo que isso custe a saúde, a estabilidade econômica e mesmo a vida dos cidadãos. A proposta de auxílio emergencial de R$ 600 (cuja implementação é tremendamente morosa) nasceu no ministério com um valor três vezes menor! Uma equipe econômica vulgar, que deveria prestar contas à História por seu permanente descaso com a população.

Diante deste cenário, a Revolução Industrial Brasileira optou por fortalecer a corrente de análise e opinião que acabou por pressionar o governo a mudar de posição. Continuamos fazendo isso e esperamos mais avanços nas próximas semanas. Uma série de vídeos no canal de youtube apresenta as Propostas Econômicas para Enfrentar a Coronacrise.

A primeira entrevista da série foi com o professor da Fundação Getúlio Vargas Nelson Marconi, que apontou alguns caminhos dentro da esfera pública para encontrar os recursos necessários para salvaguardar empregos e empresas da economia real. Sua entrevista pode ser vista no vídeo abaixo.

Em seguida, entrevistamos o professor da Universidade Federal Fluminense André Nassif, que abordou a temática pela via dos dilemas monetários e fiscais, mostrando mais uma vez que a solvência do Estado corre mais risco com um colapso da atividade econômica do que com um endividamento emergencial. A entrevista com Nassif está abaixo.

Depois, a série de entrevistas recebeu os economistas Guilherme Magacho e Marco Brancher, que junto ao também economista Rafael Leão produziram o mais contundente estudo até o momento sobre os impactos da crise na renda dos trabalhadores. O estudo aponta que a garantia de ume renda básica emergencial de 1 salário mínimo custaria um aumento até discreto da relação dívida/PIB, plenamente justificável diante da realidade do momento. E que a manutenção de um melhor nível de consumo ajudaria a recompor as contas públicas via menores quedas na arrecadação. Esta entrevista pode ser vista abaixo.

A quarta entrevista da série até o momento foi com o professor da Universidade de Brasília José Luis Oreiro. O professor comentou as idas e vindas do Ministério da Economia na gestão da crise econômica já instalada, e deu detalhes de seu convívio profissional com o próprio Paulo Guedes nos anos 1990, quando foi professor do IBMEC no Rio de Janeiro.

Publicada já esta semana, a quinta entrevista da nova série sobre a Coronacrise publicada na Revolução Industrial Brasileira foi com o economista Paulo Gala, professor da Fundação Getúlio Vargas e gestor de fundos. Gala define seu prognóstico para o Brasil em 2020 como pessimista, em razão da insuficiência da resposta do governo até o momento. Continuaremos entrevistando grandes nomes da economia nacional para tentar compor um panorama de visões que seja capaz de contribuir para que o país saia dessa crise com o menor dano possível.

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