56 anos do Comício das Reformas de Base

1. João Goulart fez das assim chamadas “Reformas de Base” – assim como do restabelecimento do presidencialismo – as principais bandeiras de seu governo.

2. As “Reformas de Base” incluíam reformas agrária, urbana e eleitoral, extensão da legislação trabalhista ao trabalhador rural, maior valorização do magistério e da escola pública, programa de erradicação do analfabetismo, reforma fiscal de interesse popular, controle do sistema bancário, limitação para a remessa de lucro para o exterior, desapropriação e encampação das refinarias privadas em favor da Petrobras, legalização do Partido Comunista Brasileiro, dentre outras medidas.

3. As “Reformas de Base” foram vivamente abraçadas por amplos setores populares e unificavam as forças progressistas contra o imperialismo e contra a burguesia associada ao imperialismo e seus aliados.

4. No dia 13 de março de 1964 – há exatos 56 anos – realizou-se o célebre “Comício da Central do Brasil” (ou “Comício das Reformas”), no qual discursaram em favor das “Reformas de Base”, dentre outros, o governador pernambucano Miguel Arraes, o presidente da UNE, o então deputado federal Leonel Brizola e o presidente da República João Goulart.

5. As reformas, caso implantadas, significariam um salto de qualidade em direção a um país mais soberano, desenvolvido e socialmente menos injusto. Por isto, a reação ao “Comício da Central” não tardou…

6. A resposta da reação direitista veio logo em seguida com a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, que forneceu a base de apoio de parte importante das classes médias ao golpe civil-militar de 1964.

7. As “Reformas de Base” faziam parte de um projeto de nação soberana, desenvolvida e socialmente justa.

8. Este projeto de nação foi violenta e ilegalmente interrompido pelo Golpe de 1964 que mergulhou o país numa violenta ditadura que perdurou por 21 anos.

9. Todo este enredo – e seus antecedentes históricos – está muito bem exposto no excelente documentário “Jango”, de Silvio Tendler.

10. O link que dá acesso ao documentário de Tendler encontra-se abaixo.

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