JONES MANOEL: A carne mais barata do mercado!

Bolsonaro, representando a burguesia brasileira, se comporta como a besta do sétimo livro. Um projeto de Hitler tropical com toques de Stroessner e Brilhante Ustra. Isso já está bem claro para todo mundo.

Por isso eu vou destacar a “humanidade” e “empatia” de Lula e Dilma?

DE JEITO NENHUM! E isso por uma coisa bem básica, como disse Eduardo Taddeo “cadê a presidenta que chora por universitário em prantos pelo favelado chacinado?”

Lula e Dilma ficaram em silêncio aterrador na maioria dos casos de atrocidade policial durante os seus governos. Quando não acontecia o simples silêncio, era uma declaração de lamento e pronto. Nenhuma política séria de enfrentamento e combate ao extermínio da população negra e ao encarceramento em massa.

JONES MANOEL A carne mais barata do mercado! bolsonaro

“ah mas Dilma chorou com o incêndio da boate Kiss”.

Sim, foi uma tragédia. Mas todo dia, toda semana, temos milhares de outras tragédias. E quando a cor da vítima é preta e seu endereço é uma favela não tem choro. Não só não tem choro, como às vezes tem comemoração – como Lula, depois da polícia matar 19 pessoas no Complexo do Alemão, falar que não se enfrenta “bandido com rosa”.

O número de pessoas assassinadas e encarceradas pelo Estado nunca deixou de crescer no período petista. E Lula e Dilma, ao contrário de figuras como Brizola, NUNCA compraram uma briga contra isso.

Eu sei que a carne mais barata do mercado é a negra. E que o nosso extermínio é tão natural que vocês nem lembram dele.

Eu não me permito esquecer!

4 Comentários

  • Esse Janes Manoel, e bem fraquinho para expressar o seu pensamento politico, ou seja deve ter pouca leituras da real historia não revelada da humanidade.

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  • Isso porque o autor do artigo espetou o seu PÊTÊ, Jair Munhoz? Deixe de inocência!! Lula e Dilma são tão canalhas quanto os outros líderes que tivemos e temos agora!!

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  • A política adotada por Lula e Dilma em seus governos é uma política moralmente aceita. E de forma majoritária, infelizmente, por nossa sociedade. E tem mais: também entre os “favelados”. O problema é mais grave.

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  • Creio que o articulista tocou no âmago de um problema grave e profundo na sociedade brasileira: o esquecimento sistemático de parcelas substanciais da população, fenômeno esse que não é novo e que, nesse dia 13 de maio, 132 anos depois da lei imperial 3.353/1888, está ainda mais atual graças à conjuntura nacional e internacional. No entanto, a postura reiterada do autor – e aqui me abro às ofensas tradicionais na “internet livre” – nos leva a questionar: por que tamanho ódio a um partido que conseguiu avanços sociais tremendos? Reescrever a história? Defender o “legado” do PND II do Ernesto Beckmann Geisel? Como percebeu Marx desde sempre, o Capital é, sempre e cada vez mais, internacional – por isso seu mote “trabalhadores de todo o mundo, uni-vos”. Não é crível o desenvolvimento de um debate cego por um ódio incompreensível e compatível com o mesmo campo racista, machista e escravocrata clássico brasileiro dentro do que se poderia chamar campo democrático brasileiro. Vimos recentemente o “fake leftism” de Bernie Sanders apoiar Joe Biden no intuito de mudar tudo pra permanecer exatamente como está. A desconexão com a realidade e a propaganda espalhadas pelo articulista, a despeito do currículo que ostenta como estandarte – lembrando que um estandarte é um pedaço de pano amarrado a um toco – não é em absoluto o que apregoa posto que, se tivesse um mínimo – e isso afirmo com certeza e me oferecendo ao crivo do contraditório quando e como pretender, caso não deseje escrever para a “bolha dos convertidos” – mesmo que por algumas horas, de noção da realidade brasileira ampla, jamais poderia equiparar ou “envernizar” o processo monstruoso havido no Brasil nos últimos anos. Principalmente em se considerando o saldo: retorno ao mapa da fome, genocídio negro ampliado, retrocessos nas relações trabalhistas, abusos colossais de autoridade levados a cabo por agentes políticos vitalícios e outros absurdos em série.

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