GILBERTO MARINGONI: Surpresa – A volta da razão

Nada indica que teremos paladinos da antipolítica, como Witzel ou Zema, surpreendendo nas urnas no dia de hoje. Nem mesmo a extrema direita, representada por gente como Joice Hasselmann e uma profusão de generais, capitães e delegados candidatos, deve emergir com boas votações majoritárias.

Depois da safra de aventureiros de 2018, surgidos a partir da brutal crise de representação de 2014-16, a política volta a dominar a disputa eleitoral. É como se o eleitorado se mostrasse exausto da combinação fascio-fome-falcatrua de Bolsonaro e seus seguidores e desejasse a resolução de problemas reais.

Há uma saudável evolução pela racionalidade nas capitais e cidades maiores. A direita tradicional PSDB-MDB-DEM (o “centro”, como dizem os picaretas) deve levar a maioria, com um rendilhado de pequenas legendas pelo país. A esquerda terá um desempenho muito superior ao que pelo menos eu esperava há dois meses. Mesmo que resultados finais não representem vitórias, a revelação de uma nova geração de lideranças aponta uma esperançosa recuperação de espaço na preferência popular.

Estas serão as eleições em que a racionalidade cartesiana começa a ser recuperada. Não é nada, não é nada, é algo muito importante para a democracia.

Soltemos rojões.

Por: Gilberto Maringoni.

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