Centrais lançam nesta quinta (4) abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência

Está previsto para esta quinta-feira (4), em São Paulo, o lançamento de um abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, organizado pelas Centrais Sindicais. Haverá mobilização para o recolhimento de assinaturas nos locais de trabalho de cada categoria.

O ato de lançamento está marcado para às 10h, na Praça Ramos de Azevedo, região central de São Paulo. As entidades também vão distribuir cartilhas sobre a reforma, além de divulgar uma calculadora elaborada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), através da qual o trabalhador pode calcular quanto tempo falta para a sua aposentadoria pelas regras atuais e como ficaria caso as mudanças pretendidas pelo governo sejam aprovadas. É o “Aposentômetro”.

O abaixo-assinado será ampliado para todo o Brasil, segundo afirma Sergio Nobre, secretário Geral da CUT: “nos 27 estados e no Distrito Federal, haverá coleta de assinaturas. Nós vamos entregar esse abaixo-assinado ao Congresso, logo após o Dia do Trabalhador (1º de maio), para mostrar aos deputados que o povo brasileiro não quer essa reforma”.

O documento, intitulado “Em defesa da Previdência pública e solidária”, faz um apelo para que os deputados votem contra as mudanças na aposentadoria, sustentando que o texto da proposta afeta todos os segmentos da classe trabalhadora, dificultando o acesso à aposentadoria e forçando as pessoas a trabalharem por mais tempo para receber benefícios menores.

Ainda, as centrais planejam fazer, neste ano, uma inédita comemoração unificada do 1º de Maio, que ocorreria, a princípio, na Praça da República, também no centro paulistano.

Ontem (2), representantes das centrais reuniram-se com Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados para falar da Reforma da Previdência e da Medida Provisória (MP) nº 873, que mudou as regras sobre contribuições sindicais, vetando descontos em folha de pagamento ao permitir apenas o uso de boleto, após autorização individual de cada trabalhador. Referida medida tem sido questionada judicialmente e, inclusive, alguns sindicatos já conseguiram liminares para permissão do desconto em folha.

Na última sexta-feira (29), sindicalistas haviam se reuniram, em Brasília, com o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, para conversar sobre a Previdência. A CNBB divulgou uma mensagem contra o projeto de Paulo Gedes e Bolsonaro. Segundo Vagner Freitas, presidente da CUT, há consenso quanto aos efeitos devastadores que a reforma da Previdência trará à classe trabalhadora brasileira, especialmente aos mais pobres.

As Centrais Sindicias e CNBB concordam que o finalidade primeira da reforma é beneficiar o setor financeiro, com o implemento do sistema de capitalização.

 

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