As armas químicas da mídia na Síria

Imagino que muitos devem se lembrar do suposto ataque químico em Douma, na Síria, em abril do ano passado, atribuído rapidamente ao governo Assad e que justificou um bombardeio por parte dos EUA, França e Reino Unido a Damasco e Homs.

Na semana passada, o WikiLeaks revelou o e-mail de um ex-funcionário da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) para as Nações Unidas acusando a entidade de fraudar um relatório sobre o ataque químico que serviu de pretexto para esse bombardeio. Ele acusa a organização de distorcer fatos e ignorar propositalmente os relatos de pessoas que estavam em terreno na Síria.

Pois, ao contrário da cobertura do suposto ataque químico em si ano passado e do bombardeio em retaliação, você não vê absolutamente nada sobre esse escândalo na imprensa brasileira. Absolutamente nada, nem uma nota sequer. As únicas matérias que achei são da imprensa portuguesa. E se trata de um assunto que a mídia anglófona tem dado certa repercussão.

Isso evidencia novamente como funciona o modus operandi dos meios de comunicação. Uma versão sobre os acontecimentos políticos é martelada a esmo por um período determinado. Quando, eventualmente, tal narrativa cai por terra, ela é ignorada e, logo, ninguém se lembra de mais nada.

Por Gabriel Deslandes

1 Comentário

  • Toda a narrativa da guerra civil na Síria na grande mídia é feita pelo departamento de estado dos EUA (mais conhecido como deep state department) como forma de ampliar o imperialismo americano e fomentar grupos terroristas jihadistas que depois servem de justificativa para a intervenção direta dos EUA

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