Bolsonaro e a mídia: a semeadura é livre, a colheita obrigatória

Os ditados populares guardam em suas falas a sabedoria inerente do tempo, da observância, da experiência e da maturidade.

Nada mais sábio do que esse tempo em que dizia minha avó: “A semeadura é livre, a colheita obrigatória”. Sempre me guiei por este ensinamento, e hoje, vejo na política nacional o quanto é valido esse ditado.

Evidentemente que por tudo que estudei, tudo que vivi defendo a democracia como princípio inegociável e inalienável, para mim além de ser um princípio é também uma questão de caráter em que se diferenciam os homens.

Neste sentido sou solidário aos jornalistas, cotidianamente agredidos, pelo aspirante de tirania e ditador Jair Bolsonaro, cuja estupidez, impolidez e a ignorância são destiladas ininterruptamente.

Ressalta-se, porém, que num tempo pretérito não muito distante, o monopólio midiático ideológico que temos no Brasil ajudou a produzir e a germinar esta figura sinistra que ocupa a presidência do Brasil.

Justamente a Globo, a Folha de São Paulo, o Estadão a Bandeirantes, entre outros, em uma campanha violentíssima de antipolítica e antiestado, germinaram o ódio, a desesperança e os preconceitos que hoje sustentam Bolsonaro.

Evidentemente que muitos destes preconceitos, apenas reafloraram em nossa sociedade, constituída na ideologia escravocrata e na ordem social sagrada e imutável, seguindo ideologicamente os ditames dos barões de nossa mídia, ou seja, os neoliberais e os ultraliberais.

Isso explica a blindagem que proporcionam ao aluno da escola de Chicago e suas ideias liberais tentadas implantar no Brasil.

Mas o fato é que Bolsonaro nasceu da desesperança política, se nutriu dos preconceitos sociais ratificados pelo monopólio midiático, cresceu nos holofotes de parte de nossa imprensa partidarizada, e ganhou as eleições sem questionamento do bom jornalismo.

Agora, Bolsonaro na cadeira de presidente, a qual parte da mídia cumpliciada elegeu, se volta contra os barões do monopólio, agredindo seus funcionários e colaboradores.

Imprime uma campanha agressiva contra a imprensa, destila todo seu arsenal bestial contra jornalistas, arma milícias para perseguir profissionais de comunicação, enfim, prepara as garras para golpear a democracia e a liberdade. Quem não sabia que ele era assim?

Os seus quase 30 anos de deputado do baixo clero e de inutilidade, assim como seu pouco apreço pela democracia e sua intolerância aos questionamentos sempre foram de conhecimento midiático.

Subestimado por muitos, apoiado por poucos, se fez o candidato do antissistema, da antipolítica e vestiu perfeitamente o figurino ideal que o monopólio midiático semeou nos últimos anos, e agora que chegou, persegue, agride e ameaça.

Esta é a colheita obrigatória semeada por alguns grupos imprensa brasileira.

Lamentavelmente a democracia está ameaçada, a liberdade de expressão atacada, e a tirania e a ditadura cada vez mais próxima.

Esta é a triste realidade brasileira.

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