Bolsonaro cede à China por vacina e Guedes implora por vacinação em massa

O presidente Bolsonaro teve que se submeter aos chineses para anunciar a importação de insumos para a vacina Coronavac, produzida em parceria do Instituto Butantan do governo paulista com a farmacêutica Sinovac da China. Diante da incapacidade do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do ministro da Saúde, General Pazuello, a ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina, teve de ser acionada.

A ministra Tereza Cristina foi chamada para resolver imbróglio pois atua como representante do agronegócio brasileiro e é obrigada a ser pragmática e manter boas relações com a China governada pelo Partido Comunista, a maior parceira comercial do Brasil, principalmente como importadora de commodities.

Bolsonaro sangra politicamente diante do protagonismo do governador de São Paulo, João Doria, na aquisição de vacinas, do caos sanitário em Manaus, das mobilizações por impeachment, e do derretimento de sua aprovação nas últimas pesquisas de opinião. Diante disso, a abertura de um processo de impeachment começa a ser discutida mais a sério no Congresso, inclusive pelos candidatos à presidência da Câmara. Enquanto o candidato de Bolsonaro, Arthur Lira, desconversa, o candidato dos partidos de centro-direita e da oposição, Baleia Rossi, admite analisar os pedidos de abertura do processo. Além disso, o ministro Pazuello começa a enfrentar pedidos de inquérito no STF pela PGR.

Na economia, o ministro Paulo Guedes, depois de meses de silêncio diante da total perda de protagonismo para o Congresso nas medidas de enfrentamento à crise da pandemia, reaparece implorando pela vacinação em massa para retomar a atividade econômica no país e suas reformas neoliberais.

No entanto, todas as pautas de Bolsonaro estão desmoralizadas, não há a menor chance de o governo voltar a liderar grandes projetos legislativos no Congresso. A derrota de Donald Trump nos EUA também contribui para seu isolamento geopolítico. Seu discurso anti-vacina foi destruído com a chegada da Coronavac e da Astra-Zeneca, as quais ele agora é obrigado a implorar para comprar de seus inimigos ideológicos e externos, os “comunistas chineses”.

Só resta a pura humilhação para sobreviver e tentar retomar sua popularidade com algum movimento populista bem sucedido, o que dificilmente ocorrerá no curto prazo com o aumento da pobreza e sem o auxílio emergencial. Caso o Congresso inicie o debate para uma renda básica universal para aliviar o derretimento econômico para a população mais pobre, Bolsonaro terá que implorar para sair na foto, assim como no caso da vacina chinesa: “Agradeço a sensibilidade do Governo chinês”.

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