Boulos e o neoliberalismo ausente

1. Reinaldo Azevedo disse na abertura de sua entrevista com Boulos que ele, Boulos, saiu da campanha eleitoral como um “vitorioso”. Boulos disse que a sua “vitória” se deveu ao fato de a juventude ter acreditado na “mudança” e que é possível fazer política sem ódio e intolerância.

2. Boulos não fez nenhuma menção à agenda neoliberal de desmanche que, se levada até o fim, transformará, em breve, o país numa enorme cratera.

3. A estratégia eleitoral da burguesia já está pronta, e foi testado com sucesso no Rio: de um lado “Paes” (os que lutam contra o ódio e a intolerância na política) e de outro “Crivella” (o ódio e a intolerância na política).

4. O que disse Boulos na entrevista bem que poderia ter saído da boca de um Eduardo Paes, de um Gabeira ou de uma Miriam Leitão… Ou de um Lula.

5. Simone de Beauvoir disse que ninguém nasce mulher, torna-se mulher. Parafraseando a pensadora francesa, eu diria: ninguém nasce Lula, torna-se Lula.

6. Pelo jeito – tomar a sério o que disse Boulos a Reinaldo Azevedo – o companheiro está se transformando num Lula mais rápido do que eu imaginava.

7. Enquanto as forças do campo progressista não colocarem a agenda de desmanche do neoliberalismo no centro do debate político, e ganhar o povo para a luta contra o desmanche, não haverá mudança pra valer.

8. Enquanto não houver mudança pra valer – e não estas bobagens diversionistas de “ódio e intolerância na política” – nós não sairemos do buraco em que nos encontramos, mesmo que a presidência esteja ocupada por um dos nossos.

9. O Brasil está sob o maior ataque de sua história republicana e isto pouco tem a ver com “ódio e intolerância na política” ou outras manifestações do bolsonarismo.

10. O ataque vem da implantação da agenda neoliberal, embora muita gente boa faça questão de não reconhecer esta obviedade.

Por: Luiz Carlos de Oliveira e Silva.

1. Reinaldo Azevedo disse na abertura de sua entrevista com Boulos que ele, Boulos, saiu da campanha eleitoral como um “vitorioso”. Boulos disse que a sua “vitória” se deveu ao fato de a juventude ter acreditado na “mudança” e que é possível fazer política sem ódio e intolerância.

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