O que diria Brizola sobre as eleições de São Paulo?

Se você é brizolista e trabalhista em São Paulo, há só um voto possível: Márcio França.

França é parte de uma aliança nacional anti-imperialista. É a primeira vez que um candidato na Hong Kong brasileira serve ao país, em vez do oposto. No lugar de promessas estéticas e francamente vazias para agradar uma esquerda universitária que em São Paulo é inchada, o programa do PDT e do PSB tem propostas reais para atacar os problemas da periferia da metrópole e destravar seu potencial de desenvolvimento.

Boulos é continuidade de uma pseudo-esquerda de caráter burguês. Tábua de salvação de um petismo moribundo que apela para um radicalismo retórico para sobreviver. Isso sem levar em consideração que nunca teve como horizonte vencer, o que é impossível.

Brizola dizia o tempo inteiro duas coisas. Primeiro, que ele era a encarnação do legado de Getúlio Vargas. É impossível ser brizolista sem ser varguista. E Vargas significa uma aliança nacional ampla, heterogênea, em prol da soberania econômica do Brasil. Ser varguista em São Paulo significa romper com a dupla tradição de liberalismo imperialista e de esquerdismo burguês, que marcam o estado e a cidade por quase toda nossa história republicana.

A segunda coisa que Brizola repetia incessantemente era suas críticas ao pseudo-radicalismo pequeno burguês. O caudilho pedetista sabia qual era a função dessa ideologia: esvaziar a capacidade de luta popular e canalizar a militância para um esforço cuja consequência última é a manutenção do status quo.

Brizola jamais compactuaria com um cara como Boulos, que liderou manifestações flagrantemente anti-brasileiras no Não Vai Ter Copa e filho das Jornadas de Junho de 2013. Fina flor da estufa da Lava Jato, não poderia haver candidato mais paulista*.

Se você ama São Paulo, deve trazê-la de volta para o seio do Brasil e não perpetuar seus vínculos imperialistas.

Por isso, repito: brizolistas paulistas, votem Márcio França.

*A conotação negativa de paulista no texto se refere a cidade ter se convertido em elo umbilical do imperialismo com o Brasil. Daí a referência com Hong Kong.
Dedico minha militância a trazer São Paulo de volta para o Brasil e para a classe trabalhadora.
O QUE DIRIA BRIZOLA SOBRE AS ELEIÇÕES DE SÃO PAULO

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