Brizola e a Segurança Pública no Rio de Janeiro

Brizola governa o estado do Rio de Janeiro de Março de 1983 até Março de 1987. O ano antes de Brizola assumir, em 1982, o estado do Rio de Janeiro registrou 18,8 homicídios por 100 mil habitantes. No primeiro ano de governo Brizola, em 1983, a taxa de homicídios cai para 15,93. Ou seja, em somente um ano, o governador Leonel Brizola derrubou a taxa de homicídios no Rio de Janeiro.

No entanto, em 1984 essa taxa volta a subir e alcança 20,8. Isso motivado muito mais por fatores internacionais que nacionais, pois segundo Steiman (2006) foi em 1984 que o Brasil começou a ser incorporado pelo Cartel de Medellín como rota do tráfico internacional de drogas. Daí então, em 1985, a taxa de homicídios alcança 21,21.

Porém, já em 1986 o governador Brizola age sobre isso e recomeça uma tendência de QUEDA na taxa de homicídios no Rio de Janeiro, sendo que em 1986 a taxa de homicídios baixa novamente para 20,25.

leonel brizola governador rj segurança pública do rio de janeiro

Em 1987, assume Moreira Franco como governador do Estado do Rio de Janeiro e sua política repressiva de genocídio pelas forças policiais contra as favelas. O que aconteceu? A taxa de homicídios, deixada em 1986 por Brizola de 20,25, com tendência de queda, sobe repentinamente para 30,95 no ano de 1987, primeiro ano com Brizola fora do posto de governador.

O governo Brizola é tão revolucionário na segurança pública do Rio de Janeiro que o seu mandato representa a realidade da ideia de que se pode fazer segurança sem uma polícia assassina. Afinal, depois que Brizola sai e Moreira Franco assume, a taxa de homicídios no Rio de Janeiro alcançou incríveis 56,10 em 1990. E, por mais irônico que seja, essa taxa de violência no Rio de Janeiro só passará por uma nova queda no segundo governo Brizola, mas aí fica assunto pra outro texto.

Ou seja, Brizola com uma polícia humanizada e contra uma política genocida de segurança, consegue estancar a violência no Rio de Janeiro enquanto o país todo entrava na rota internacional do tráfico de drogas. Em comparação, Moreira Franco, com uma política repressiva e genocídio policial contra as favelas explode a criminalidade e os homicídios no estado do Rio de Janeiro.

Esse texto está sendo feito em resposta ao tuíte do deputado Eduardo Bolsonaro que ousou dizer que o problema da segurança pública no Rio de Janeiro começou no governo Brizola. Ao contrário, Eduardo, o problema da segurança pública no Rio de Janeiro começou porque o Brizola saiu do governo.

Por Daniel Bispo

Referências:
1. https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/dados-series/20
2. https://www.congresso2019.fomerco.com.br/resources/anais/9/fomerco2019/1571129411_ARQUIVO_5426656055859b860f79a907557a07cd.pdf

Brizola e a Segurança Pública no Rio de Janeiro

BRIZOLA E A SEGURANÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIROBrizola governa o estado do Rio de Janeiro de Março de 1983 até Março de 1987. O ano antes de Brizola assumir, em 1982, o estado do Rio de Janeiro registrou 18,8 homicídios por 100 mil habitantes. No primeiro ano de governo Brizola, em 1983, a taxa de homicídios cai para 15,93. Ou seja, em somente um ano, o governador Leonel Brizola derrubou a taxa de homicídios no Rio de Janeiro.No entanto, em 1984 essa taxa volta a subir e alcança 20,8. Isso motivado muito mais por fatores internacionais que nacionais, pois segundo Steiman (2006) foi em 1984 que o Brasil começou a ser incorporado pelo Cartel de Medellín como rota do tráfico internacional de drogas. Daí então, em 1985, a taxa de homicídios alcança 21,21.Porém, já em 1986 o governador Brizola age sobre isso e recomeça uma tendência de QUEDA na taxa de homicídios no Rio de Janeiro, sendo que em 1986 a taxa de homicídios baixa novamente para 20,25. Em 1987, assume Moreira Franco como governador do Estado do Rio de Janeiro e sua política repressiva de genocídio pelas forças policiais contra as favelas. O que aconteceu? A taxa de homicídios, deixada em 1986 por Brizola de 20,25, com tendência de queda, sobe repentinamente para 30,95 no ano de 1987, primeiro ano com Brizola fora do posto de governador.O governo Brizola é tão revolucionário na segurança pública do Rio de Janeiro que o seu mandato representa a realidade da ideia de que se pode fazer segurança sem uma polícia assassina. Afinal, depois que Brizola sai e Moreira Franco assume, a taxa de homicídios no Rio de Janeiro alcançou incríveis 56,10 em 1990. E, por mais irônico que seja, essa taxa de violência no Rio de Janeiro só passará por uma nova queda no segundo governo Brizola, mas aí fica assunto pra outro texto hehe…Ou seja, Brizola com uma polícia humanizada e contra uma política genocida de segurança, consegue estancar a violência no Rio de Janeiro enquanto o país todo entrava na rota internacional do tráfico de drogas. Em comparação, Moreira Franco, com uma política repressiva e genocídio policial contra as favelas explode a criminalidade e os homicídios no estado do Rio de Janeiro.Esse texto está sendo feito em resposta ao Twitter do deputado Eduardo Bolsonaro que ousou dizer que o problema da segurança pública no Rio de Janeiro começou no governo Brizola. Ao contrário, Eduardo, o problema da segurança pública no Rio de Janeiro começou porque o Brizola saiu do governo.Referências:1. https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/dados-series/202. https://www.congresso2019.fomerco.com.br/resources/anais/9/fomerco2019/1571129411_ARQUIVO_5426656055859b860f79a907557a07cd.pdf

Posted by Trabalhismo e Nacionalismo: Vias Construtoras do Socialismo Brasileiro on Thursday, June 11, 2020

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