RICARDO CAPPELLI: Aliança do Coliseu caça os tucanos

Qual será o candidato da aliança do coliseu? Marina Silva, Jair Bolsonaro e João Doria

Escrevo aqui há algum tempo que o objetivo final da Aliança do Coliseu, bloco liderado pela Globo com setores antinacionais da burocracia estatal, é jogar aos Leões o sistema político como um todo, construindo uma “república tutelada”.

A eleição de um outsider, de um candidato de fora do sistema político tradicional, sempre foi seu objetivo. Um presidente refém numa democracia de fachada guiada pela grande mídia e por “neoiluministas”, “neopositivistas” de capa preta e ternos Armani.

Para legitimar a destruição do sistema, depois de prender Lula, é necessário pegar também os Tucanos. O PSDB tem menos crença no republicanismo asséptico que o PT, e posicionou melhor suas peças no aparato estatal quando foi governo. Tem proteção mais firme e corajosa. É mais difícil pegá-los.

Mesmo assim a caçada continua. No início do ano escrevi aqui que haviam triplicado a força tarefa da Lava Jato em São Paulo. Tentaram pegar Alckmin, Paulo Preto e agora prenderam boa parte da elite da tecnocracia tucana, incluindo o ex-secretário de transportes do estado. O desgaste de Alckmin só aumenta e parece irreversível.

A Aliança tem três cartas na manga como opção:

1 – Pode forçar a substituição de Alckmin por Doria. O Globo decretou ontem a morte do ex-governador paulista. Apesar de Doria ser um outsider, continua tucano. É a jogada menos provável..

2 – Pode forçar uma composição em torno de Marina. Sem um partido viável e apartada do mundo político, a candidata da Rede seria completamente refém da Aliança.

3 – Apoiar Bolsonaro. É a cartada mais provável. Com o fascista no Planalto a Lava Jato ganharia novo impulso com toda sorte de absurdos legitimada pelas urnas através do bufão. Seria um presidente frágil e dependente, o esfarelamento institucional do sistema democrático.

Quem acha que o jogo em curso é para destruir apenas a esquerda está redondamente enganado. O buraco é bem mais profundo. É a democracia que está em risco.

Por Ricardo Cappelli.

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