GUSTAVO CASTAÑON: A era da picaretagem

Política diz respeito a conflito de interesses. Defender uma posição, é contrariar outra. Então um critério infalível para identificar picaretas políticos é que eles tentam esconder o que são e o que querem por trás de nomes e causas que não contrariam, aparentemente, ninguém.

Ora, quem não contraria ninguém não defende nada.

Eram exemplos as famosas “passeatas pela paz” no Rio. Ora, quem vai fazer uma passeata pela violência? Ou a “defesa da família”. Ora, quem é contra a família? No fundo essas pessoas podem estar querendo é lutar contra a liberdade de pessoas LGBTi e portanto tem que falar que estão fazendo outra coisa.

O exemplo máximo dessa degradação da vida política em nosso país são os partidos que resolveram esconder que são partidos e o que pensam, e os movimentos que não afirmam absolutamente nada.

Surgiram nomes como “Podemos”, “Avante”, “Democratas”. O que significam essas porcarias? Por acaso alguém não pode? Ou quer ir para trás? Ou não defende a democracia no jogo democrático?

Pior ainda os movimentos que negam os partidos como “Acredito”, “Agora!”, “Juntos” ou “Em frente”. Façam o teste. Existe alguém defendendo o “Duvide!”? Ou o “Ontem!”? Ou o “Para trás!”?

Se não, é porque esses nomes são vazios, não expressam posição política ou luta alguma, e portanto só servem para evitar atrito e esconder as verdadeiras intenções de seus donos.

É uma importação anódina da assepsia politicamente correta do Partido Democrata americano para o Brasil.

Se não importarem o dinheiro deles também, já está ótimo.

Prefiro lidar com o MBL.

Tem a liberdade no nome e defende claramente o liberalismo.

Meus respeitos.

Só respeito politicamente quem coloca a cara na janela para apanhar.

O resto, ou não defende nada, ou não pode realmente revelar o que defende…

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