GUSTAVO CASTAÑON: Ser de esquerda é diminuir desigualdade

O neoliberalismo acredita que a desigualdade extrema não é um problema, só a miséria absoluta. Porque? Amor?

Não. Porque o miserável absoluto passa fome e não tem nada a perder, além de não ter condição sequer de pedalar uma bicicleta para entregar comida de graça, ou seja, deixa de ser exército de reserva de mão de obra e vira potencial de distúrbio social.

A meta do neoliberalismo é um mundo de hiperconcentração de riqueza na mão não de 1%, mas de 0,01%. É um projeto de poder, não de economia política. Seus operadores, enquanto estão ganhando com a mais imoral forma de organização social que já existiu, defendem e aplicam sua agenda.

Isso é que leva a Tabata por exemplo a defender o Bolsa Família. Ou o Lula. Acabar com a miséria absoluta sim. Distribuir renda, nunca.

E ser de esquerda no país mais desigual do mundo (Qatar é principado minúsculo) é defender e realizar a diminuição da desigualdade, e não simplesmente renda mínima para acabar com a fome. Essa última é uma necessidade civilizatória para estabilizar qualquer regime.

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