Última chance para salvar o Brasil

Domingo teremos a mais importante e decisiva eleição desde a redemocratização.

Nunca tivemos em toda nossa história a possibilidade real de vitória de um candidato da extrema direita entreguista, intolerante e com as piores características do fascismo.

E tão perto da hora do voto todas as pesquisas indicam que só Ciro Gomes pode livrar o povo brasileiro desse precipício.

Bolsonaro é cria indireta do PT, pois sai de uma insignificante posição no baixo clero da Câmara dos Deputados (onde esteve por mais de 20 anos) para encarnar o antipetismo originado e potencializado pelos inúmeros erros políticos ocorridos nos governos do PT.

Bolsonaro só começou a ter alguma relevância a partir dos desacertos de leitura política dos governos petistas, como na comissão da verdade.

Ali a confusão entre o que deveria ser uma visão de Estado e a porralouquice de eminentes figuras intra bolha da esquerda (que se achavam no poder quando, na verdade detinham apenas setores do governo de então) tirou da comodidade dos pijamas um contingente expressivo de oficiais da reserva das Forças Armadas, que saíram da aposentadoria para o ativismo político.

Jair Bolsonaro soube aproveitar a oportunidade dada a ele de bandeja pelo PT.

Hoje se consolidou como o representante dos que rejeitam o PT e, o que é pior, essa rejeição é tão forte que prefere a mais truculenta e antidemocrática das opções.

E, se Lula é a maior liderança popular individual do Brasil, o antipetismo é a força política mais avassaladora em nosso país nos tempos atuais.

Tão perto do momento decisivo do voto não cabe aqui desenvolver teses se o antipetismo é justo ou injusto. Se fomentado pela mídia ou pela decepção de amplos setores da sociedade com o PT. Se fruto da arrogância do PT ou da oposição sistemática dos tucanos.

Pode ser um pouco de tudo isso.

Fato é que esse sentimento de “fora PT!” se cristalizou na classe média e em amplos e importantes setores da sociedade.

O tosco Bolsonaro só destronou Geraldo Alckmin, muito mais preparado e moderado, da posição de principal antagonista ao petismo pela virulência de sua pregação de exterminar o PT.

Não se enganem!

É em função do ódio ao PT (ou ao que o PT representa na visão dessas pessoas) que Bolsonaro não desidratou durante a campanha, apesar da falta de tempo de TV e da escassa estrutura partidária.

Agora, tão perto do que pode ser uma salvação ou uma tragédia para o país, Ciro resiste como depositário da última chance que temos de tirar o Brasil da irresponsabilidade que se desenha.

O PT, mais do que nunca, deixou claro seu desprezo pela sorte do nosso povo, preocupando-se apenas em manter a pretensa hegemonia no campo popular.

Para isso valeu de tudo. Desde a chantagem explícita em cima do PSB e PC do B até a aliança com os Renan, Eunício, Sarneys e Valdemar Costa Neto.

Tudo com o foco de isolar Ciro Gomes. Tirando dele tempo de TV e palanques regionais.

Inexplicavelmente diante da história e aos olhos de nosso povo o cartório do PT elegeu Ciro o inimigo a ser primeiramente destruído.

Só que a sabedoria desse mesmo povo – tão subestimado pela arrogância da cúpula do PT – insiste em manter Ciro como opção e dá a ele as maiores votações no segundo turno contra todos os adversários, deixando claro que o povo brasileiro vê que apenas ele, Ciro, pode tirar o Brasil desse atoleiro ao qual o PT insiste em nos levar a todos.

Nesses últimos dias que antecedem a eleição é dada aos democratas de todas as tendências a última chance de salvar o país das agruras que se avizinham: o voto útil e o apoio a Ciro Gomes.

Dias decisivos esses, onde a sorte do país está depositada na esperança de lucidez dos que pensam mais nos interesses da nação do que em projetos de cartórios partidários.

É em momentos assim que estadistas se distinguem de simples lideranças políticas.

Por Allan Nacif.

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