Eleição porá à prova tese sobre voto do brasileiro

Hoje (16/8) começa oficialmente a campanha presidencial segundo o TSE, com os candidatos liberados para fazer manifestação de rua e usar, portanto, a máquina partidária que têm à sua disposição para se mostrarem e serem vistos. Em duas semanas as incursões no rádio e na televisão também vão começar. É aí que o jogo começa a ser jogado. Ou que dizem que vai.

Duas das campanhas com a máquina mais robusta e favoritismo justamente por isso para muitos dos cientistas políticos do Brasil, como o caro Alberto Almeida, não estão muito bem nas pesquisas e precisam que a tese do tempo de televisão, da força da militância organizada e das coligações nas ruas se confirme para terem chance de irem ao segundo turno. E os candidatos são Alckmin do PSDB e Haddad do PT (sim, vamos ser claros aqui: Haddad será o candidato do PT e não há motivo para colocar Lula em pauta a não ser no único ponto que realmente interessa, a transferência de votos).

Já três dos nomes que aparecem nas primeiras colocações nas pesquisas terão dificuldade nesse quesito e precisam contar com um cenário que desminta tais previsões. E são respectivamente eles: Jair Bolsonaro, Marina Silva e Ciro Gomes. As três candidaturas terão pouco tempo de televisão (bem menos que Alckmin, por exemplo, que terá mais de 6 minutos) e uma estrutura País afora reduzida em face a coligações em menor número que seus adversários.

Para eles seria muito interessante que se verificasse uma mudança quanto ao impacto da televisão na campanha e que a internet fosse mais protagonista durante o certame. No entanto, pesa contra essa possibilidade o fato de que apenas 64,7% dos brasileiros têm acesso a ela (dado de 2016 do IBGE) e que muitos deles não se engajam politicamente e nas redes sociais. É bastante provável que o tempo de televisão ainda tenha um peso maior e acentuado. Quem mais sofreria com isso é o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que lidera, mas terá a oposição de Geraldo Alckmin na luta para chegar à segunda etapa das eleições.

Agora é aguardar para ver como o jogo vai se dar. As peças já estão colocadas no tabuleiro. E algumas delas começam a ser mexidas já amanhã, às 22 horas, sexta, quando ocorrerá o segundo debate entre presidenciáveis na Rede Tv, com transmissão no YouTube, Twitter e Facebook. Muitas das teses sobre o voto no país serão colocadas à prova e podem, ao final, mostrar importante mudança na radiografia da política nacional.

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