O machão fascista não pode ser o centro da conjuntura

Por mais escandalosa e repulsiva que seja a pregação obscurantista do deputado Daniel Silveira, uma coisa precisa ficar clara: esta não é, nem de longe, a agenda central da conjuntura. O tema essencial para o povo brasileiro é o combate à doença, a urgência do auxílio emergencial e a vacinação em massa. O resto é areia nos olhos do distinto público.

Não tenho ideia se o machão bombado fez sua pregação articulado com o Planalto ou com as catacumbas das Forças Armadas. É meio estranho que ele tenha ido às redes logo após a divulgação do sincericídio do general Villas Boas e que seja seguido por impropérios televisivos do Ratinho, defendendo o fim da democracia. Articulados ou não, o lixo fascistizante foi jogado no ventilador. E Bolsonaro – que governa incentivando o caos – acaba sendo o grande beneficiado da falsa polêmica.

Alexandre de Moraes – secundado agora pela totalidade de seus pares do STF – tratou a questão como se deve. Não se dialoga com fascista e corta-se a lorota pela raiz. Cadeia, cassação e ponto. Viremos a página e passemos ao que interessa.

Deve-se agir da mesma forma com Ratinho. Seria de ótimo alvitre que se iniciasse um processo pela interrupção de sua concessão televisiva.

(Neste específico quesito, o STF deu mostra que as instituições funcionam sim).

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