A disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em 2022

Por Vitor Imafuku – Após as eleições municipais de 2020, os olhos dos leitores mais politizados costumam se guiar pela disputa pelo Palácio do Planalto. A essa altura Ciro Gomes, o PT, Dória e Bolsonaro já começam a se organizar para o embate presidencial de 2022. Eu irei me ater, neste momento, às disputas estaduais.

Farei uma análise com a perspectiva, na minha humilde opinião, dos quatro campos principais que disputaram o comando da nação a partir do ano que marcará o bicentenário da independência do Brasil.

Começo minha análise pelo principal estado do país. O estado onde o tucanato prevalece desde a década de 90, mas que pode ter surpresas no pleito de 2022.

Olhando o cenário atual, apostaria que os quatro nomes que representariam os postulantes ao Planalto seriam:

Paulo Skaf (MDB): O futuro ex-presidente da FIESP tem tudo para ser o representante Bolsonarista no pleito estadual. Sua boa relação com Bolsonaro é pública e sua candidatura poderia render uma dobradinha eleitoralmente eficiente para o presidente.

Não seria o favorito, mas poderia chegar ao segundo turno e complicar a vida do candidato de Dória no estado mais tucano do Brasil.

Márcio França (PSB): Apesar de ter sido derrotado ainda no primeiro turno da eleição municipal, o ex-governador é fortíssimo candidato para o pleito de 2022. Seu recall e bom trânsito com eleitores da direita à esquerda o credencia como principal nome da aliança socialista-trabalhista no estado de São Paulo para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Márcio se postularia como o representante de Ciro em SP e pode ser fundamental para selar o apoio do PSB ao candidato trabalhista. Com estrutura e um bom cerco de alianças, França poderia garantir o campo progressista no segundo turno paulista.

Fernando Haddad (PT): O ex-prefeito da capital paulista e 2º colocado na última disputa presidencial aparece como o principal nome do campo Lulopetista para a disputa estadual paulista em 2022.

É pouco provável que o PT aposte em Haddad na disputa presidencial com os caciques nordestinos na disputa pela indicação. Sobraria ao ex-ministro da educação a disputa pelo Governo do estado.

Haddad entraria como favorito na disputa com França por uma vaga no segundo turno, mas certamente seria o candidato dos sonhos na etapa final contra Skaf ou o representante do tucanato, uma vez que certamente seria derrotado pelo candidato conservador.

Rodrigo Garcia (DEM) ou Geraldo Alckmin (PSDB): Deixei os favoritos por último, uma vez que o nome do tucanato para a disputa estadual em 2022 é imprevisível. Uma coisa é certa, o nome para entrar na disputa, primeiro terá que vencer a batalha interna.

Dória e o “novo” PSDB devem apostar no vice do presidenciável, o deemista Rodrigo Garcia, já os tucanos tradicionais devem apostar num legitimo tucano, o ex-governador Geraldo Alckmin.

A definição deve passar pelo apoio do DEM à candidatura de Dória. A decisão favorável ao atual governador selaria a aliança em torno de Garcia ao governo do estado e escantearia Alckmin para a disputa pelo Senado.

Façam suas apostas. Uma coisa é certa, a disputa presidencial tem tudo para ser reproduzida em solo paulista opondo seus representantes nas 4 primeiras posições.

Por: Vitor Imafuku.

Por Vitor Imafuku - Após as eleições municipais de 2020, os olhos dos leitores mais politizados costumam se guiar pela disputa pelo Palácio do Planalto. A essa altura Ciro Gomes, o PT, Dória e Bolsonaro já começam a se organizar para o embate presidencial de 2022. Eu irei me ater, neste momento, às disputas estaduais.

2 Comentários

  • Coloca na sua lista Abraham Weintraub pq já sinalizou interesse para concorrer ao pleito no seu próprio Twitter. Eu particularmente apoio e faço até campanha de graça.

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  • Weintraub é o nome ideal para acabar com o protagonismo de São Paulo e transformar esse importante estado em chacota nacional.

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