Tio Sam proíbe investimento chinês e confunde Guedinha

Os EUA promulgaram ontem um decreto que proíbe investimentos norte-americanos em empresas chinesas que sejam fornecedoras ou estejam ligadas às forças militares chinesas. Simples assim.

A partir de 11 de janeiro, se um “agente racional” norte-americano quiser “maximizar sua utilidade” investindo em empresas como a China Telecom, a China Mobile ou a Hikvision (fabricante de produtos de vigilância), simplesmente não poderá fazê-lo.

A “Executive Order on Addressing the Threat from Securities Investments that Finance Communist Chinese Military Companies” é direta: os capitais norte-americanos estão sendo drenados para o desenvolvimento do complexo industrial-militar do Partido Comunista Chinês, o que deve ser barrado a qualquer custo, independentemente da “taxa de retorno” do investimento.

O Decreto deixa claro um fato do mundo contemporâneo que escapa à trupe do Guedinha e aos faria limers educados por apostilas e ppts: a alocação de eficiências feita pelo mercado é apenas um dentre os vários instrumentos à disposição do Estado para promover a sua política econômica.

Parte dos analistas interessados certamente dirá que isso “é coisa do Trump”, desesperado em seus últimos dias na Casa Branca. Mas aí basta lembrar que o “Plano Biden para assegurar o futuro” é “made in all of America by all of America’s workers”. Vera Magalhães e Guga Chacra ficarão chocados quando descobrirem isso.

É como disse o Datena (vejam só!) esses dias: “Não tem essa história de ‘esquerda americana’. Império é império. Império não deixa o outro crescer”. Americano pensa em americano em 1º lugar, em 2º lugar, em 3º lugar e, se tiver espaço, em 4º lugar também.

Por aqui, Guedinha continua a dizer que a raça não melhora e que a vida piora por causa do samba. Bom… pra quê discutir com madame?

 

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