Facebook deleta contas suspeitas, que poderiam influenciar usuários nas eleições dos EUA

Ontem, 31, o Facebook anunciou ter deletado 32 (trinta e duas) contas suspeitas, que administravam perfis e páginas falsas dessa rede social e do Instagram – foram 7 contas falsas do Instagram, 8 páginas e 17 perfis do Facebook. Assim como no caso que  excluiu páginas ligadas ao MBL – Movimento Brasil Livre, a base justificadora para essa decisão foi o desrespeito a sua política de autenticidade do Facebook.

Para tanto, foi realizada uma investigação interna, em que foram encontradas evidências de tentativa de interferência externa nas eleições parlamentares norte-americanas, marcadas para novembro de 2018. A apuração dessa investigação detectou suspeitas de interferências nas chamadas “eleições de meio-termo”, que buscam definir cerca de 36 governadores, mais os parlamentares dos respectivos estados.

O curso dessa investigação já havia sido revelado por Mark Zuckerberg (CEO do Facebook) aos congressistas norte-americanos, quando esteve presente no parlamento dos Estados Unidos para  prestar esclarecimentos sobre o escândalo envolvendo a Cambridge Analytica.

A empresa não conseguiu identificar os donos dos perfis e das páginas falsas. De acordo com Nathaniel Gleicher, Diretor de Cibersegurança do Facebook, os suspeitos utilizam tecnologias que escondem o local de origem dos usuários (VPNs), o que leva a crer que esse trabalho foi feito por hackers profissionais, e não por mero entusiastas de uma campanha eleitoral.

Não é possível afirmar categoricamente que essas páginas e perfis estariam comprovadamente ligados à Rússia, como já se suspeita que tenha ocorrido nas eleições presidenciais norte-americanas. Entretanto, de acordo com o jornal “New York Times”, oficiais do governo americano foram informados pelo Facebook de que é possível que a Rússia esteja envolvida com o caso.

A exclusão de tais páginas e perfis não encerram as investigações desse caso. O Facebook anunciou que ainda está nos estágios iniciais de investigação e que trabalha com o FBI na investigação dessas atividades.

 

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