Getúlio Vargas e os militares

Não é verdade que Getúlio Vargas, o imortal, não tenha dado a devida atenção às forças militares e de inteligência, e que por isso tenha sido deixado na mão na hora da onça beber água.

Os maiores aliados políticos de Getúlio entre 1930 e 1943 foram as FFAA, que se nacionalizaram em torno de um grupo cuja ascensão foi promovida pelo Presidente. Ele não tinha essa ilusão de que um governo se sustentaria apenas com massas desorganizadas.

Getúlio Vargas e os militares

O afastamento entre as Forças Armadas e Getúlio data da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, quando então grande parte dos generais foi permeada de vez pela americanofilia e pelo contexto da Guerra Fria.

Essa foi uma consequência não prevista da participação do país no conflito mundial. Mas mesmo que não houvesse essa participação, os ianques buscariam formar uma cabeça de ponte entre os militares, como foi o caso na Argentina e em outros países da América do Sul.

Nesse sentido, ficamos numa má situação com a vitória dos Aliados na Europa. Até a Revolução cubana, o poderio estratégico, militar e econômico dos Estados Unidos era avassalador.

Foi nessas circunstâncias que Getúlio teve de se apoiar cada vez mais no movimento trabalhista, talhando-o para ser o portador de sua herança política naquele período em que o país abraçaria definitivamente a democracia de massas e o mundo industrial.

Ainda assim, existia uma corrente fortemente nacionalista no Exército. Ela só foi derrotada e defenestrada com o golpe de 1964.

Por André Luiz Dos Reis

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