MILTON TEMER: Vai ter golpe nos EUA?

Por Milton Temer – REGIME DE PODER EM CRISE NOS STATES, com a palavra “golpe” já começando a aparecer em alguns comentários. E de fato é o que se pode deduzir quando acompanhamos o noticiário da CNN americana. Ou quando Mike Pompeo, um dos principais trogloditas políticos na alta cúpula do governo Trump, não hesita em anunciar planos de “segundo mandato” do ora batido ocupante da Casa Branca.

NA OUTRA PONTA, Joe Biden comprova sua debilidade, operando e falando como se nada estivesse sendo tramado para barrá-lo no caminho da Casa Branca. E finge não estar ocorrendo nada de extraordinário na inédita reação até agora registrada por Trump, com o reforço da decisão do Procurador Geral, aceitando a abertura de investigações sobre as denúncias, sem provas até agora apresentadas, de fraude na eleição que lhe deu a vitória.

E QUAL O PROBLEMA PRINCIPAL? O problema está na ausência de declaração oficial da vitória de Biden, através da maioria de delegados que sua campanha elegeu para a eleição oficial, e depois do final da apuração que se estenderá por todo o mês. Só aí, com esses delegados levantando seus crachás no voto indireto que norteia o processo, o presidente estará oficialmente anunciado e empossado. Coisa pro mês de janeiro.

BIDEN, até o momento, é indicado presidente apenas pelas projeções da mídia. O que é prática nos States. Alcançada a maioria necessária de delegados para a indicação do presidente, a partir das diversas apurações estaduais, a imprensa não espera, por desnecessário, o fim da apuração.

OU SEJA, Trump não tem obrigação de reconhecer e abrir o período de transição – como fizeram seus antecessores – diante dos números finais, mesmo que seja impossível reverter a maioria pró-Biden. Porque até o final da apuração ele tem poder presidencial e direito político de contestar, nos tribunais, a legalidade dos resultados já divulgados. E o Procurador Geral já aceitou a abertura de investigações de supostas fraudes em Estados onde Trump foi batido.

ESTÁ PORTANTO ARMADO o cenário que permite ao tosco Mike Pompeo afirmar planos para um segundo mandato de Trump, com o apoio da turba trompista fanatizada cuja expressão surpreendeu pela magnitude. Uma turba, registre-se, para além de fanatizada e truculenta, é armada. Sem que ninguém possa mesurar sua expressão nos próprios efetivos militares ora na ativa.

NOVELA SEM FIM DEFINIDO, a seguir, portanto, com uma única constatação. Modelo de democracia ocidental, como pretende a grande maioria dos comentaristas de política internacional da mídia conservadora, é o cacete. É um pântano de plutocratas.

TRATA-SE DE UMA ORDEM com classe dominante opressora e base social de oprimidos, onde manda quem tem o controle do botão alimentador do arsenal nuclear maior do planeta, mas obedece quem se acovarda. Porque é deles a lembrança de uma das mais longas e letais guerras civis – a de Secessão, no governo Lincoln.

É SEGUIR PRA VER o The End desse faroeste onde não há mocinhos. Só vilões de gradação diversa na disputa do controle da Casa Branca.

QUE SE ESFOLEM. Abaixo do Equador, só temos a ganhar (desde, é claro, que o arsenal nuclear não venha a ser detonado).

Por: Milton Temer.

Por Milton Temer - REGIME DE PODER EM CRISE NOS STATES, com a palavra "golpe" já começando a aparecer em alguns comentários. E de fato é o que se pode deduzir quando acompanhamos o noticiário da CNN americana. Ou quando Mike Pompeo, um dos principais trogloditas políticos na alta cúpula do governo Trump, não hesita em anunciar planos de "segundo mandato" do ora batido ocupante da Casa Branca.

Deixe uma resposta