JONES MANOEL: Imperialismo na América do Sul

De janeiro até mais ou menos maio, a Venezuela era um dos temas principais do noticiário e da política brasileira. Uma série de intelectuais e líderes partidários, como Luciana Genro, Esther Solano, Pablo Ortellado, Rosana Pinheiro Machado e outros, decretaram que nenhum defesa ao governo Maduro era digna.

Nos últimos sete dias, o governo dos EUA anunciou uma nova rodada brutal de bloqueio econômico contra a Venezuela. Como a Revista Opera já mostrou, por causa do bloqueio dos EUA, mais de 40 mil venezuelanos perderam sua vida.

O aumento da violência do bloqueio visa potencializar o caos econômico e administrativo para fomentar um golpe de estado. Essas medidas, porém, não são destaque nos monopólios de mídia.

Por não serem destaque, a maioria dos “grandes intelectuais” e líderes partidários não vão prestar atenção.
Aliás, existe um silêncio assustador sobre uma das principais armas do imperialismo nos últimos 70 anos: o bloqueio econômico!

Você já leu um artigo ou livro sobre o tema? Seu intelectual preferido fala sobre isso? Eu aposto que não.
Cuba, assim como a Venezuela, também está sofrendo como a intensificação do bloqueio econômico. O Irã também está passando por um endurecimento da ofensiva imperial.

O governo dos EUA, numa estratégia de tudo ou nada, quer matar a possibilidade de multipolaridade na base da força bruta. Como Rússia e China, por hora, são fortes demais para cair, o caminho é partir com tudo para os “pequenos”.

Mesmo a China, nesse momento enfrenta uma revolução colorida em Hong Kong.

Nos próximos meses, a Argentina será o foco do imperialismo na América do Sul. O motivo as urnas mostraram ontem.

Enquanto tudo isso acontece, digo sem medo de errar: o grosso dos nossos “intelectuais” estão prontos para repetir a narrativa dos monopólios de mídia…

Por Jones Manoel.

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