As janelas, o sádico e o finado

Quem diria que uma pretensa terça-feira de maio serviria para diferenciar três projetos antagônicos de país? Pois é, aquele que parecia ser mais um dia monótono de quarentena, colocou os ‘pingos nos is’ dos três campos que devem disputar o comando da nação nos próximos anos.

No fim de uma tarde comum de outono paulistano foi ao ar a aguarda live denominada “Janelas pela Democracia: Impeachment já!”. A iniciativa comandada por PDT, PSB, Rede e PV e que mais tarde contou com a adesão do Cidadania foi uma importante articulação de partidos políticos, movimentos, organizações não-governamentais e artistas para pressionar a abertura de processo de impeachment do Presidente Jair Bolsonaro pelo Presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O evento que teve mais de 400 mil visualizações e contou com a participação de lideranças como Ciro Gomes, Alessandro Molon, Marina Silva, Penna, Roberto Freire, Randolfe Rodrigues, Carlos Lupi entre outros, demonstrou a capacidade e a consolidação de um campo progressista longe das amarras lulopetistas.

Enquanto as janelas se abriam para um novo amanhã, Bolsonaro em sua live semanal receitava remédios, falava impropérios e esperneava contra a imprensa no dia em que o Brasil confirmava 1.179 mortes em 24 horas. Se já não bastasse o conhecido show de horrores semanais, Jair Bolsonaro se superou. Com uma fala sádica fez piada com a pandemia que já matou mais de 17 mil brasileiros. O sádico Messias ainda consegue causar nojo. Até quando?

As janelas, o sádico e o finado

Nas cavernas da esquerda neste mesmo momento, Lula se suicidava em público ao conceder uma entrevista para o excelente Mino Carta. O apagado Lula em mais uma fraca entrevista já não consegue empolgar, as suas falas com cheiro de 89 já não conseguem nem notinhas de rodapé.
Num lampejo de sinceridade, enfim, Lula conseguiria voltar as manchetes ao dizer que “Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus”. Pois é, a ganância pelo poder desmascarou os sentimentos mais obscuros que vivem no coração daquele que já trouxe esperança para o nosso povo e que hoje parece um cadáver frio.

Três caminhos, três possibilidades: a esperança, a obscurantismo ou o oportunismo. A escolha é sua!

Por Vitor Imafuku

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