CIBELE LAURA: Lemann e Soros no banquete de FHC

Na tarde de Domingo, recebi um interessante contato, pelo privado da minha página oficial no Facebook – “Cibele Laura Nacionalista” – de Pedro Abramovay, Diretor para a América Latina da Open Society Foundations, fundação do bilionário George Soros. Abramovay foi citado por mim, em meu último artigo publicado no Portal Disparada – “Luciano Huck, o presidenciável para 2022” – como um dos organizadores do jantar oferecido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2015, a George Soros.

Gentilmente, Abramovay esclareceu que o jantar realmente aconteceu com a presença de várias pessoas, inclusive, entre elas, o ex-prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad (PT), no entanto, Luciano Huck, em especial, não era uma dessas pessoas presentes.

“O jantar aconteceu. O Lemann tava lá. E, como eu disse, até o Haddad tava. Mas o Huck não tava não.”

A presença de Luciano Huck no jantar, segundo Abramovay, teria sido uma fake news produzida pela blogosfera Bolsonarista. Por algum motivo, Abramovay julgou ser importante me informar a ausência do animador no jantar.

Agradeço pelo contato e esclarecimento, entretanto, a informação de que Luciano Huck esteve no jantar não foi de nenhuma fonte Bolsonarista, mas da colunista Sonia Racy, em matéria de 23 de Abril de 2015, publicada no jornal Estadão. Se Luciano Huck não estava presente no jantar, por qual motivo a matéria continuou no ar por tanto tempo, sem ninguém questionar? Fica a questão.

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Se presente ou não, Luciano Huck esteve umbilicalmente envolvido em todos desdobramentos evidenciados em meu artigo, após o episódio do jantar, cujo fulcro foi a erupção, entre 2016 e 2017, de Think Tanks na formação de lideranças políticas, candidatos pulverizados em partidos políticos, com logro relativo imediato nas eleições de 2018. Entre as plataformas mais famigeradas, está o RenovaBR, uma espécie de escola de candidatos, idealizada pelo empresário Eduardo Mufarej, também criador do Partido Novo. O RenovaBR foi amplamente vinculado à imagem de Huck, bem como o animador é seu parceiro direto, sem discrição. De todos “alunos” do RenovaBR, destacou-se, em popularidade na grande mídia e voto, Tabata Amaral. Tabata é pupila de Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do país e produtor de políticos. Tabata ganhou bolsa da Fundação Estudar para sua formação em Harvard e foi introduzida na política a reboque do prestígio acadêmico. Além de Tabata Amaral, outro pupilo de Lemann é Felipe Rigoni, bolsista da Fundação Estudar para mestrado em políticas públicas em Oxford. Tabata Amaral (PDT) e Felipe Rigoni (PSB), hoje deputados Federais eleitos, têm em comum: Lemann, como padrinho de formação acadêmica e política; o RenovaBR, como escola de formação de candidatos, e o Movimento Acredito, outra plataforma de renovação política. O plano do Movimento Acredito é auspicioso, pretende renovar praticamente toda política nacional, com a benção de Jorge Paulo Lemann.

É a era da “nova política”, termo adocicado pela garota prodígio de Havard, com intuito de tornar palatável o velho apoio do grande capital à continuidade da defesa de seus interesses, via políticos. As candidaturas da renovação política foram financiadas por grandes empresários, como Nizan Guanaes, que doou R$ 79.500 para Tabata e Ferreirinha, e Abílio Diniz, que depositou R$ 50 mil para Tiago Mitraud e Daniel José, todos pupilos de Jorge Paulo Lemann.

Segundo Pedro Abramovay, Lemann e Soros, os dois “filantropos” bilionários presentes no banquete de FHC, em 2015, e interessados na política, são colegas, porém de estilos diferentes:

“O Lemann e o Soros se conhecem. Mas têm estilos muito diferentes de fazer filantropia e mesmo de visão política.” – informou.

De fato! Nota-se em Lemann tem atuação direta na construção dos futuros políticos, sendo um fabricante de políticos. Paulo Henrique Amorim, jornalista falecido em 2019, considerava os candidatos da fábrica de políticos do homem mais rico do país como “Bancada Lemann”.

George Soros atua mais no âmbito da Sociedade Civil. Pedro Abramovay contou-me que, durante o jantar de 2015, “o tema que Soros mais falou foi sobre a necessidade de se ter uma sociedade civil forte para enfrentar eventuais ameaças à democracia. E que se não se repensasse a filantropia no Brasil, seria muito difícil fortalecer a sociedade civil.” .

Para George Soros, megaespeculador que quebrou o Banco da Inglaterra em 1992 apenas especulando a desvalorização da libra esterlina (Black Wednesday), a grande ameaça à liberdade é o nacionalismo, automaticamente, segundo sua própria leitura, autoritário. No mesmo saco da ameaça à democracia mundial, em discurso durante o Fórum Econômico mundial 2020, em Davos, Soros colocou Trump, Xi Jinping, Coreia do Norte, Venezuela e Irã, feito imbróglio reduzido a autoritarismo nacionalista.

Com o poder do dinheiro, bilhões e bilhões de dólares, estocados por especulações financeiras, o vetusto húngaro chega a oitenta e nove primaveras com uma missão grandiosa (missão dada a ele por ele mesmo): defender a sociedade aberta custe o que custar. E pode custar muito porque dinheiro não falta para pagar! Com o poder do capital, montando no cavalo branco do prestigio, Soros fez da filantropia sua epopeia, o paladino senhor defensor da democracia está disposto a doar bilhões de dólares para proteger a sociedade aberta, o que facilitaria também seus negócios na especulação financeira internacional, é óbvio. A frágil aparência, os cabelos embranquecidos, a pele fina e com nódoas, o aspecto senil inócuo, camuflam o poder e influência que Soros exerce mundo afora.

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Dentro do seu interesse na Sociedade Civil, Soros tem destinado apoio a movimentos identitários, como o movimento feminista, na formação de novas lideranças no terceiro mundo. Em meu artigo “O feminismo e a instrumentalização Neoliberal”, descrevo como o feminismo identitário está alinhado aos interesses da política externa dos EUA para região:

“O empoderamento feminino está dentro da lógica de desenvolvimento dependente – teórica e prática – da engenharia social neoliberal destinada aos países subdesenvolvidos, orientado pelo Banco Mundial, USAID, Fundações internacionais/nacionais e outros tentáculos do Imperialismo…

A Fundação Ford, a Open Society Foundations e o Instituto Ibirapitanga anunciaram, após o assassinato da vereadora Marielle Franco, a criação de um fundo para incentivar e apoiar as mulheres negras que aspiram liderança política no Brasil, uma espécie de financiamento de líderes feministas de comunidades carentes.”

Neste ponto, tanto Lemann quanto Soros têm modus operandi semelhante: A formação de lideranças. Lemann, no entanto, tem por finalidade a introdução dessas lideranças na política diretamente. Enquanto Soros prefere encaminhá-las para Sociedade Civil na atuação em movimentos sociais que desemboquem na política naturalmente. Uma exigência aos candidatos para formação de lideranças feministas, por exemplo, expressa no site da Open Society é “demonstrar experiência em organização comunitária ou ativismo em nível local, nacional ou regional.”

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Outro ponto harmônico entre os colegas bilionários, além da amizade do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é o interesse na educação. Lemann investe pesado na educação no Brasil e considera seu maior sonho “transformar” a educação brasileira. Na edição do ano de 2014, a revista Negócios estampou Lemann na capa como aquele que quer revolucionar a educação no Brasil. Semelhante aos sonhos de Soros, Lemann tem delírios de paladino e encara a incumbência como missão. Para isso, criou uma rede de institutos, fundações, que interagem entre si, envolvendo empreendedores, estudantes, executivos, professores e Universidades respeitadas. Um excelente Negócio!

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Em novembro de 2018, Lemann organizou evento na Universidade de Oxford, através da Fundação Lemann, para discutir gestão pública e educação, com várias autoridades. Políticos de centro-esquerda participaram: a recém eleita deputada Federal, Tabata Amaral, Manuela D’Ávila, Katia Abreu e Alessandro Molon. A intelectual Claudia Costin, ex ministra da Administração e Reforma do Estado durante o governo Fernando Henrique Cardoso (entre 1995 e 2002), ex Diretora Sênior para Educação no Banco Mundial, ex secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro e rechaçada por vários profissionais da educação quando escolhida pelo ministro Aloizio Mercadante para assumir a Secretaria de Educação Básica, no governo Dilma, esteve presente no evento. Cláudia, neoliberal assumida, é mentora de Tabata Amaral e atualmente é funcionária da Fundação Lemann.

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Soros, por sua vez, está com projeto voltado às Universidades: é uma rede que se chamará Open Society University Network (OSUN):

“O bilionário George Soros anunciou na noite desta quinta-feira (23) a criação de uma rede universitária que deverá preparar os estudantes para enfrentar os “desafios globais atuais e do futuro”, de acordo com a Open Society Foundation, instituição criada por ele para promover ações de justiça, governança democrática e direitos humanos.”

Soros considera a educação um poderoso instrumento para combater o nacionalismo.

Filantropia tem sido negócio de sucesso! Além de dar status heroicos e altruístas aos bilionários, permite que eles atuem como ator social dentro do modelo neoliberal de engenharia social. Para a direita míope, esses endinheirados são socialistas. Mas o modelo de atuação deles passa ao largo do socialismo. Suas atividades acontecem dentro da ordem da Nova Questão Social estabelecida pelo neoliberalismo ao reestruturar as políticas sociais universais, onde a própria Sociedade Civil está intrínseca ao terceiro setor, que, no neoliberalismo, é discutida como tintura ideológica para reestruturação do capital.

Felipe Quintas, mestre e doutorando em Ciência Política na Universidade Federal Fluminense, lembra que “curiosamente, o pensador que cunhou o termo Sociedade Civil, Adam Ferguson, do século XVIII, defendia o nacionalismo”. Na obra “Ensaio sobre a história da sociedade civil”, Ferguson descreve a Sociedade Civil como expressão social de um país e a sua base era a força militar e institucional da nação, ou seja, o Estado. Completamente diferente da visão neoliberal de Sociedade Civil que Soros defende.

As ONGs assumiram funções anteriormente cumpridas pelas agências estatais. A sociedade civil perde o significado clássico como parte do Estado e se transforma, dentro do arcabouço neoliberal contemporâneo, em opositora ao Estado. Os termos não-estatal, supra-estatal, anti-estatal são também usados para descrever a atual Sociedade Civil, ao encontro do ideal de sociedade aberta de George Soros.

Não foi à toa ou trivial conversa entre amigos, a “aula” de George Soros sobre o Terceiro Setor, no jantar de FHC, em 2015, descrita por Sonia Racy:

“Com Patrícia Kundrát e o marido FHC atentos, Soros deu uma aula sobre terceiro setor, enquanto o buffet Pederneiras cuidava do jantar e das bebidas…”

O anfitrião, FHC, certamente, não precisava! Afinal, foi durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, no contexto do Plano Diretor da Reforma do Estado, que o Terceiro Setor se estabeleceu como ator social institucionalmente, através da Parcerias Público-Privadas (PPPs). A Emenda Constitucional 19 de 1998 estipulou que as instituições do Terceiro Setor passassem a ser parceiras da gestão governamental. Deste episódio, surgiu dois mecanismos introduzidos: O “Contrato de Gestão” e o “Termo de Parceria”. Para Soros, o Contrato de Gestão está em pleno acordo ao seu ideal de Sociedade Civil, pois possibilitou a emergência das OS – Organizações Sociais – um nicho legal para o Terceiro Setor neoliberal atuar como ator social.

O projeto “Future-se” do governo Bolsonaro, rejeitado por quase 70% das universidades federais, para terceirização da gestão, tem como basilar principal as Organizações Sociais, mera ingerência privada, principalmente através do Terceiro Setor, dentro das universidades, substituindo o papel do Estado. Tabata Amaral, embora opositora ao atual governo, é defensora aguerrida do projeto “Future-se”.

No artigo “O Projeto neoliberal de resposta à ‘questão social’ e a funcionalidade do Terceiro setor”, o autor, Carlos E. Montaño, nos faz entender a importância do Terceiro Setor para o neoliberalismo:

“O debate sobre o Terceiro Setor, como ideologia, transforma a Sociedade Civil em meio para o projeto neoliberal desenvolver sua estratégia de reestruturação do capital, particularmente no que refere à reforma da seguridade social. Portanto, a funcionalidade do Terceiro Setor ao projeto neoliberal consiste em torná-lo instrumento, meio, para: justificar e legitimar o processo de desestruturação da Seguridade Social e desresponsabilização do Estado na intervenção social.”

Por isso, o caráter inconstitucional dos desdobramentos pós reforma do aparelho do Estado durante a governança de FHC, com alvo na Seguridade Social culminando à Reforma da Previdência do governo neoliberal de Bolsonaro. Um prato cheio para o modelo de sociedade aberta de George Soros. A filantropia, o populismo dos ricos, substitui o dever constitucional do Estado nas ações sociais universais da engenharia do Estado de bem estar social. É neoliberalismo social na veia! Enquanto os impostos e quase todo orçamento da União são destinados , cada vez mais, ao serviços da dívida, à garganta esfomeada dos juros do endividamento público, a satisfazer o rentismo da classe dominante, os super ricos assumem porcamente, através da filantropia, a gestão da questão social, sem retirar, é claro, o ônus maior das costas do Estado. O que Soros, através da sua cruzada contra o “autoritarismo” ameaçador da democracia, está implementando é a total superação do Estado como ator social, ou seja, é o neoliberalismo social como modelo para a suposta liberdade da Sociedade Civil. Agora podemos entender porque o nacionalismo, para Soros e todos globalistas, é tão perigoso.

O Filocapitalismo neoliberal é negócio lucrativo não somente como especulação de risco (venture philanthropy) entre a caridade/filantropia e o alto investimento financeiro ou de gestão, mas também como estratégia de poder, o que Antonio Gramsci conceitualizou de “Hegemonia Cultural”, onde se reúne poderes refratários numa coalizão entre governo, acadêmicos e elite criando rede de cooperação para moldar o comportamento da sociedade e manter o domínio das massas. Em outras palavras, dominação ideológica dentro da luta de classes.

A política externa dos Estados Unidos, para manutenção do imperialismo através do Soft Power, tem penetrado no sistema educacional dos países do terceiro mundo, principalmente através dos seus tentáculos. Bautista Vidal, no livro “O Esfacelamento da Nação”, cita o projeto MEC/USAID, implantado pelos militares durante o regime militar:

“… as nações hegemônicas utilizam os sistemas educacionais dos países periféricos para tornar seus povos colonizados e sua classe dirigente servil. O projeto Mec/USAID, que reformulou a educação brasileira, teve esse objetivo. Isso foi levado avante com os chamados programas de cooperação e, ademais, com a postura da classe dirigente dos países dependentes de mandar a parte mais brilhante de sua juventude – a que já comprovou capacidade de trabalho e competência – a receber orientação político-ideológica final nos centros hegemônicos de poder.”

O interesse na educação de Jorge Paulo Lemann e George Soros não é um mero fetiche megalomaníaco de quem se considera o Paulo Freire da iniciativa privada. No jantar, em 2015, educação foi um tema amplamente falado pela elite internacionalista associada ao imperialismo e os políticos prepostos ali presentes.

Lemann acerta em duas atividades estratégicas ao país: Educação e formação de quadros políticos. Embora genial, a ideia não é original do burguês suíço-brasileiro. Richard Lansing, Secretário de Estado dos EUA, em 1924, orientou a política externa dos EUA à região sem ingerência direta, abortando o método de instalar estadunidenses como líderes políticos nos países dominados. Com relação ao México, em especial, para conter a revolução mexicana, Lansing foi lacônico:

“Temos que abandonar a ideia de pôr na presidência mexicana um cidadão estadunidense, já que isso levaria outra vez a guerra. A solução necessita de mais tempo: devemos abrir aos jovens mexicanos ambiciosos as portas de nossas universidades e fazer esforço de educá-los no modo de vida estadunidense, em nossos valores e no respeito à liderança dos Estados Unidos. O México precisa de administradores competentes. Com o tempo, esses jovens chegarão a ocupar cargos importantes e finalmente se apropriarão da presidência sem a necessidade de que os EUA gastem um centavo ou disparem um tiro. Farão o que queremos. E o farão melhor e mais radicalmente que nós.”

Encerro este artigo aguçando a imaginação do leitor com fatídica e factual ilustração: George Soros, Jorge Paulo Lemann e Fernando Henrique Cardoso, num jantar, discutindo como manter o Brasil uma colônia usando eufemismos, filantropia e jovens lideranças títeres através do neoliberalismo social, camuflando a luta de classes e neocolonialismo com maquiagem de liberdade à sociedade civil, agenda social e renovação política. Se presente ou não no jantar, Luciano Huck come também no banquete da classe dominante. À receita de domínio dos super endinheirados, a candidatura de Luciano Huck é uma opção gourmet rápida, em 2022, enquanto os pupilos de Lemann, com apoio indireto de Soros, cozinham ao fogo médio da “renovação” política brasileira.

Bon Appétit, Brasil.

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3 Comentários

  • O que o Soros está fazendo é continuação do que a CIA fez desde o início da Guerra Fria, a guerra psicológica que utilizou a “mentira necessária”, conceito do George Kennan, para combater o comunismo, utilizando amplamente os intelectuais que produziram montes de textos ‘científicos”, romances, filmes mistificadores sobre o comunismo, com dinheiro passado pela CIA, via principalmente Fundação Rockefeller, na época. Essa história é super bem contada no livro “Quem Pagou a Conta” de Frances S. Saunders. Imagine a capacidade de arregimentação de intelectuais nesse período de seca de recursos públicos para pesquisa científica e cultural. Paulo Henrique A. Rodrigues

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  • […] Em novembro de 2018, Lemann organizou um evento na Universidade de Oxford, através da Fundação Lemann, para discutir gestão pública e educação com várias autoridades. Políticos de centro-esquerda participaram: Tabata Amaral, Manuela D’Ávila (PCdoB), Katia Abreu (PDT) e Alessandro Molon (PSB). Também a intelectual Claudia Costin, ex-ministra da Administração e Reforma do Estado durante o governo Fernando Henrique Cardoso (entre 1995 e 2002), e hoje funcionária da Fundação Lemann. […]

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