Em coletiva, Maduro confirma: O chavismo resiste

Em entrevista coletiva concedida no palácio de Miraflores na sexta-feira (25), o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, botou panos frios na tensão que acomete o país desde quarta-feira última (23).

Maduro iniciou sua fala comparando o episódio dessa semana com o golpe fracassado de 2002, cujo estopim havia ocorrido naquele mesmo palácio.

O golpe de 2002 fora promovido pelos mesmos nomes da oposição que hoje dizem defender a democracia. Na década passada, influenciados por imagens editadas pela imprensa – comprovado posteriormente – e com compadrio das forças armadas aliadas do imperialismo, a oposição Venezuelana sequestrou o então presidente Hugo Chávez e seu gabinete, criando um governo paralelo e antidemocrático. Esqueceram de combinar com os venezuelanos. O povo marchou rumo a Miraflores, tendo ao lado os oficiais de baixa patente e a guarda presidencial, leal ao presidente Chávez. O golpe foi um fracasso. Durante o curto período de anomia, o primeiro país a reconhecer o governo golpista era o mesmo que o inventou: os Estados Unidos. A história repete-se.

O presidente, em sua entrevista, tratou de realizar o paralelo perfeito entre o golpe de 2002 e a tentativa fracassada ocorrida na semana passada. Na última quarta-feira, o governo americano, em compadrio com as grandes agências de notícia do mundo, voltou-se à Venezuela na tentativa de desestabilizar o regime chavista, que se não é perfeito – e muito longe disso – é legítimo e constitucional. Utilizaram-se das mesmas armas da década passada: manipulação grosseira de imagem e financiamento externo de milicianos e sicários locais. A coletiva não deixa margem interpretativa: as grandes agências de notícias do mundo (Reuters, Europa Press) fabricaram imagens para prejudicar o regime. Utilizaram, inclusive, imagens de um comício chavista como se fosse uma manifestação contrária ao governo.

A coletiva do presidente venezuelano contou com a presença dos 3 generais das forças armadas bolivarianas, leais e garantidores da constituição do país. Maduro defendeu sua eleição afirmando ter sido convalidada por observadores internacionais, com participação da oposição e de alguns de seus detratores.

Abaixo, a íntegra da coletiva, que documenta um processo chave na geopolítica mundial.

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