Manifestações contra reforma da previdência acontecem por todo país

Nesta sexta-feira (22), em resposta à proposta de reforma da previdência apresentada por Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional, ocorrerão diversas manifestações por todo país durante o chamado Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência.

As principais centrais sindicais e associações de trabalhadores, como CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, FPSM (Frente Povo Sem Medo), em assembleia, decidiram organizar os protestos.

Guilherme Boulos, ex-candidato à presidência pelo PSOL e um dos líderes da FPSM, afirmou que “Dia 22 é o aquecimento: uma manifestação de total rechaço a essa reforma que é uma destruição da Previdência. Haverá protestos em todo o país. Em São Paulo, será na Avenida Paulista”, completou que “Depois, em abril e maio, quando chegar à véspera da votação na comissão especial, haverá mais. Vai ter de estar sintonizado com o calendário do Congresso”.

Ciro Gomes, também ex-candidato à presidência pelo PDT, manifestou-se convidando a população aos atos do dia de hoje, afirmando que a reforma da previdência apresentada é repleta de injustiças.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a proposta apresentada pelo presidente representa o fim da Previdência e da Seguridade Social no país: “Além de o trabalhador não conseguir se aposentar, essa reforma praticamente acaba com todos os benefícios assegurados pela Previdência. Se o trabalhador ficar doente, não conseguirá mais se afastar pelo INSS, é isso o que representa essa proposta”, criticou.

Em nota, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou que a reforma é “uma perversidade que só prejudica os trabalhadores menos favorecidos economicamente”. “O novo sistema vai aumentar em cerca de dez anos o tempo de trabalho. Por exemplo: um homem que começa a pagar o INSS com 20 anos, terá de contribuir por 45 anos para ter o direito de se aposentar. Ou seja: vai ter de pagar mais para receber a mesma coisa”.

Ao todo, esperam-se atos, panfletagens e outras ações em ao menos em 78 cidades brasileiras.  Já pela manhã, aconteceram protestos e paralisações em diversas cidades. Em São Paulo, terminais de ônibus ficaram lotados durante a madrugada e manhã. Os ônibus de 29 garagens, ao invés de saírem às 3h30 das garagens, só foram para as ruas às 5h30.

Ainda, na capital paulista, a concentração de um grande ato terá início às 17h, em frente ao Masp, na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a manifestação ocorrerá às 16h, na Candelária, região central da cidade. Em Belo Horizonte, está marcada para às 17h na Praça Sete, centro da cidade.

O projeto da reforma altera os regimes de aposentadoria de quase todas as categorias de trabalhadores – os únicos não inclusos no texto são membros das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros, que serão contemplados em um projeto de lei paralelo.

Entre os principais pontos criticados pelos sindicalistas estão a fixação da idade mínima para a aposentadoria em 65 para homens e 62 para mulheres, o novo regime de capitalização e o tempo de transição de 10 a 12 anos. A proposta enviada pelo ex-presidente Michel Temer, que nem chegou a ser votada pelo plenário,  previa 20 anos de transição.

Confira a programação dos atos em algumas cidades:

Alagoas
Maceió: Praça Centenário, às 15h

Amazonas
Manaus: concentração na Praça da Polícia, às 15h, seguindo em passeata para a Praça da Matriz (Centro) às 16h

Distrito Federal
Praça Zumbi dos Palmares (SDS), às 17h

Mato Grosso
Cuiabá: Praça Ipiranga, às 16h

Minas Gerais
Belo Horizonte: Ato na Praça Sete, às 17h

Pernambuco
Recife: Praça do Derby, às 15h

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro: Candelária, com caminhada até a Central do Brasil, 16h

Rio Grande do Norte
Natal: INSS da Rua Apodi, 2.150, às 15h e segue para a Praça dos Três Poderes

Rondônia
Porto Velho: Praça Marechal Rondon, a partir das 17h

Roraima
Boa Vista: debate sobre a “reforma” da Previdência no auditório Jornalista Alexandre Borges, na Universidade Federal de Roraima (UFRR). Ato em frente à Assembleia Legislativa, às 16h

Santa Catarina
Florianópolis: Ticen, às 17h

São Paulo
São Paulo: Masp, Avenida Paulista, às 17h

Sergipe
Aracaju: ato com concentração em frente à Deso, na Rua Campo do Brito, às 15h

 

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