GILBERTO MARINGONI: A política do caos com discurso da ordem

A pandemia e seu descontrole – com saldo exponencial de mortos – não é visto como um problema por Bolsonaro, por seus generais cafajestes e pelo lumpesinato que o segue. A viralização da morte é para eles solução!

Para um abutre político, o caos é carniça essencial. O caos, o medo, a fome e a incerteza imediata. Foi assim na história do nazifascismo nos anos 1920-40 e foi assim no surto neonazista europeu dos anos 1990. Constrói-se a insegurança para impor a segurança dos cassetetes. É paradoxal que enquanto prega a ordem – através de uma suposta militarização do governo e da sociedade -, o verdadeiro combustível da extrema-direita seja a desordem.

É DA PERMANENTE CONFUSÃO – e não contradição – entre ordem e desordem que o Boçal extrai sua testosterona política, com claro viés terrorista. O führer de língua presa risca o fósforo em mato seco ao mesmo tempo que acusa seus inimigos de incendiários. Não se trata apenas de ação genocida. O próprio duplo discurso desnorteia a tática cartesiana da oposição que tenta decifrar a lógica da balbúrdia.

NÃO HÁ UM GOVERNO MILITAR de verdade, como se a farda controlasse as ações oficiais. Bolsonaro não colocou um general na Saúde para militarizar o setor. Colocou um oficial sabujo que receitará à população cloroquina, o fim da quarentena e o conformismo com a morte. Os militares não são militares na administração federal. Os que lá estão – à custa de proventos acima do teto – topam ser estafetas do fascismo.

GILBERTO MARINGONI A política do caos com discurso da ordem

Bolsonaro não busca desmoralizar apenas o país e nosso povo – como se isso fosse pouco. Seu alvo maior é mostrar que se pode fazer gato e sapato de setores das Forças Armadas dirigidos por capachos de um provocador que as transforma em agentes da desordem e do caos.

Na dúvida, só há um caminho: frente ampla, amplíssima!

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