JONES MANOEL: O marxismo ocidental e o fetiche pela derrota

Slavoj Žižek lançou um escrito sobre o golpe na Bolívia. O escrito, um dos piores que já tive oportunidade de ler do filósofo, se vangloria de Evo nunca ter tomado “medidas autoritárias”, como, por exemplo, expurgar os golpistas do passado da polícia e forças armadas. A conclusão de Žižek é que a experiência da Bolívia, nesse momento derrotada, prova que o “socialismo democrático” pode existir.

Quem conhece um pouco da experiência da Bolívia sabe que nunca existiu socialismo no pequeno país. Essa vulgarização do conceito de socialismo, em Žižek, é inexplicável. Mas tudo bem. Isso não é central.

O central é que mais uma vez o pensamento ocidental sobredeterminado pelo cristianismo toma a moral como centro da política e transforma a condição de humilhado, derrotado e golpeado em signo de vitória e superioridade moral.

Isso precisa ser superado para ontem!

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